Cai o número de atendimentos médicos e cresce o de mortes por outras doenças

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Todas as regiões do país têm registrado quedas brutais nos números de consultas, exames e cirurgias e, consequentemente, aumento de mortes por outras enfermidades que não a covid-19, como infarto do miocárdio, câncer e acidente vascular cerebral (AVC).

Para se ter uma ideia, segundo levantamento do epidemiologista Paulo Lotufo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em março, a capital paulista contabilizou 743 mortes – excluindo homicídios e acidentes em geral – a mais que a média para o mesmo mês dos últimos cinco anos.

A explicação é que o vírus, além de agravar a condição de pessoas já debilitadas pelas mais diversas razões, tem feito muitas delas não apenas desmarcarem consultas e até cirurgias e desistirem de ir às clínicas ou pronto-socorros quando não estão se sentindo bem, mas também não serem atendidas por conta da superlotação e do foco no combate à pandemia.

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