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A sua recepção merece nota 10?

recepção

O perfil do paciente mudou. As habilidades técnicas de um profissional da Saúde não deixaram de ser importantes, porém, hoje, dividem espaço com diversos aspectos que fazem a experiência de um paciente com a consulta ser boa ou ruim. Por isso, os serviços oferecidos não devem restringir-se à relação médico-paciente, estendendo-se à chegada de cada indivíduo na clínica ou consultório. Consequentemente, a recepção é um verdadeiro cartão de visitas de uma instituição de Saúde, já que envolve o primeiro e o último contato entre o paciente e o atendimento prestado.

Diante da importância desse ambiente na rotina de consultas, se você fosse seu próprio paciente, qual nota daria a sua recepção? Para ajudar nessa resposta, separamos 10 características que fazem de uma recepção uma referência na Medicina.

Características de uma recepção nota 10

1- Um(a) recepcionista eficiente

Ao pisar em um consultório médico, o paciente deseja ser bem atendido e ter suas dúvidas sanadas. Nesse cenário, garantir a contratação de um(a) recepcionista preparado(a) para lidar com diferentes perfis de “clientes” é fundamental. Ter empatia e gostar de lidar com pessoas é essencial no atendimento. Além disso, no momento da contratação, é necessário priorizar aspectos como organização e capacidade para exercer a função, principalmente em relação às tecnologias que serão utilizadas no dia a dia. Mas lembre-se, algumas características podem ser aprendidas e aperfeiçoadas com o tempo.

2- Comunicação clara

Muitos pacientes chegam a uma consulta com diversas dúvidas sobre burocracias e o processo de atendimento, e, por vezes, desejam obter respostas na recepção. Nessas situações, todos os funcionários devem obter informações alinhadas e, sempre que possível, obter treinamentos sobre os processos e protocolos de atendimento dentro da instituição. A comunicação com o paciente precisa ser clara, sem frases excessivamente formais ou técnicas. De forma geral, uma recepção que busca eliminar todas as dúvidas de um paciente e auxilia o atendimento antes mesmo da consulta apresenta-se como um diferencial no mercado.

3- Ambiente inclusivo

Atualmente, a inclusão não é mais uma opção e sim uma obrigatoriedade. O ambiente de sua clínica ou consultório deve estar totalmente preparado para receber todos os tipos de paciente. Isso inclui pessoas com ou sem deficiência física, mental ou qualquer outra condição que requeira cuidados especiais. Um ambiente com placas, espaço para locomoção e orientações para esses indivíduos é fundamental para demonstrar seriedade e preocupação com a qualidade do atendimento.

4- Funcionários simpáticos e atenciosos

O atendimento em uma recepção nem sempre é fácil. Alguns pacientes querem respostas rápidas e que seus problemas sejam resolvidos imediatamente. Todavia, é essencial que um perfil de simpatia seja mantido entre os funcionários e os pacientes. Na internet, por exemplo, muitas avaliações positivas relacionadas às consultas médicas apresentam elogios que evidenciam a simpatia e a capacidade de esclarecer dúvidas do médico e da equipe presente. Por isso, incentive sua equipe a manter um comportamento simpático com todos os funcionários e pacientes. Esse comportamento tem sido um diferencial no mercado de trabalho.

5- Planejamento

Uma recepção eficiente envolve um amplo trabalho de planejamento e organização de processos. Planejar o fluxo de trabalho, organizar documentos, a agenda médica e a ordem dos atendimentos são algumas das principais tarefas dos recepcionistas. Portanto, um ambiente desorganizado ou que lida constantemente com a perda de dados e documentações não alcançará sucesso. Além disso, dificuldades e equívocos relacionados ao planejamento podem prejudicar até mesmo a imagem de uma instituição. É preciso ter em mente que uma recepção pautada no planejamento estará preparada para qualquer eventual problema, seja em relação a burocracias relacionadas aos convênios médicos ou outras questões administrativas.

6- Atualização tecnológica

A evolução tecnológica trouxe desafios e novidades ao atendimento. Os profissionais que trabalham nas recepções precisam entender o sistema utilizado e, em alguns casos, é preciso estar atualizado em relação à utilização de ferramentas de nuvem, prontuário eletrônico e demais ferramentas de agendamento e coleta de dados. Dessa forma, caso os funcionários não estejam totalmente preparados para lidar com essas tecnologias, treinamentos de equipe podem ser boas opções para otimização e capacitação. Entretanto, é preciso evidenciar a importância da atualização tecnológica em um consultório ou clínica. Atualmente, tecnologias possibilitam um rápido atendimento e um armazenamento seguro de informações.

7- Ambiente agradável e aconchegante

Uma das principais características capazes de conquistar o paciente é o conforto e a arrumação do ambiente da recepção. Por isso, investir em móveis confortáveis para a espera, ar-condicionado, filtro de água com fácil acesso e peças decorativas nunca é demais. Tenha em mente que, graças à pandemia, o paciente também deseja sentir-se seguro. Por isso, clínicas e consultórios não podem negligenciar o distanciamento social entre funcionários e pacientes, além de indicar o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual (EPIs).

8- Sintonia entre os funcionários

Muitos médicos não se preocupam com a relação entre os funcionários, mas esse é um ponto essencial dentro de um negócio. Recepcionistas, profissionais de limpeza, médicos e demais funcionários devem trabalhar em sintonia, com respeito e um relacionamento amigável. Brigas e discussões entre funcionários nunca devem ocorrer, principalmente na frente dos pacientes.

9- Tempo de espera

Atualmente, esse é um dos principais desafios dentro de uma instituição de saúde. Muitos pacientes reclamam do longo período de espera nas recepções – esse aspecto deve ser modificado. Atrasos acontecem, mas se ultrapassarem o limite de 30 minutos, não deixe de explicar o porquê ao paciente e deixar claro que é uma situação pontual.

10- Desenvoltura diante das dificuldades

Em algum momento dentro de um consultório, problemas surgirão e demandarão atitudes rápidas e eficazes. Em uma clínica, essa realidade é ainda maior, já que o ambiente e a quantidade de pessoas envolvidas também são maiores. Preparar as equipes para esses imprevistos é fundamental para o bom funcionamento do empreendimento e até mesmo para evitar possíveis danos à imagem institucional. Sua equipe lida bem com as dificuldades? Se a resposta é não, prepare pequenos cursos ou workshops para que eles compreendam melhor o funcionamento da instituição e estejam inteirados sobre a área na qual trabalham.

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Gestão do tempo: 8 dicas para otimizar o consultório

gestão do tempo

O tempo é um dos fatores que mais gera queixas nos consultórios médicos, tanto dos pacientes quanto dos profissionais. Muitas reclamações surgem por conta do tempo de espera que os clientes enfrentam para ser atendidos. Além disso, muitos médicos se veem sufocados pelos compromissos profissionais e não dispõem de tempo para resolver problemas pessoais e burocráticos. Assim, saber como a gestão do tempo no consultório é essencial para otimizar o trabalho e organizar a rotina diária.

Para diminuir as reclamações e aumentar a produtividade do consultório, o profissional pode promover determinadas ações. A princípio, elas podem parecer simples, mas o resultado será um ganho de tempo necessário para o médico ter um dia mais tranquilo. Por isso, a seguir mostramos 10 dessas ações essenciais para o dia a dia do profissional. As dicas vêm da revista norte-americana Medical Economics e foram adaptadas para a realidade brasileira. Com elas, o médico pode resolver problemas administrativos e até melhorar sua relação com os pacientes. Veja a seguir o que fazer para tornar o seu dia mais eficaz.

1- Crie uma lista de prioridades

Faça uma lista das suas atividades que não têm relação com o consultório e coloque-as em ordem de prioridade. Sempre que houver tempo livre, tente realizá-las. Ao final do expediente, prepare a lista para o dia seguinte. Dessa forma, você vai se surpreender com quantas atividades resolveu graças a sua listinha.

2- Utilize e-mail e whatsapp como ferramenta de comunicação

Com essas ferramentas, você pode manter contato com seu paciente mesmo após a consulta. Você pode utilizá-las para retirar possíveis dúvidas do cliente quanto à medicação ou tratamento, lembrá-lo da próxima visita ou até mandar um cartão de aniversário.

3- Delegue funções que não requeiram prática médica

Examine suas atividades diárias. Você perceberá que muitas delas não precisam da sua participação. Todas, ou parte das atividades que não requeiram um profissional médico, podem ser delegadas a sua secretária, por exemplo. Sua produtividade crescerá sem pequenas atividades consumindo o seu tempo.

4- Utilize softwares médicos

Já existem softwares exclusivos para a área médica nos quais se pode guardar todo o histórico do paciente, como dados pessoais e informações do tratamento. Com esse serviço, você pode entrar em contato com o paciente quando a consulta estiver próxima e lembrá-lo de trazer possíveis exames. Além disso, a prescrição eletrônica também pode ser uma aliada nesse sentido.

5- A cada consulta, verifique as informações do paciente

Sempre que um paciente visitar seu consultório ou clínica, instrua sua recepcionista a perguntar se houve alguma alteração nos dados do convênio ou em informações pessoais, como endereço e telefone. Essa rápida checagem pode economizar bastante tempo em uma futura consulta.

6- Explique com clareza o tratamento para o paciente

Devido ao seu problema de saúde, o paciente pode estar nervoso, portanto, o médico deve explicar com clareza o tratamento. Sem a orientação adequada, o paciente pode entrar em contato depois para tirar dúvidas, o que gastará o seu tempo ou de sua secretária.

7- Publique suas orientações em seu site

Disponibilize um site próprio com as respostas para as principais dúvidas sobre as patologias que sua especialidade atende. Isso economiza o seu tempo e de sua equipe, pois o paciente poderá sanar suas questões pelo site.

8- Defina um tempo ideal de atendimento

Cada especialidade tem características próprias. Assim, cada uma possui um tempo ideal para consulta. Estabeleça esse tempo para o seu consultório e faça com que 80% dos atendimentos estejam dentro do limite. Dessa forma, se o percentual não for alcançado, reveja seus procedimentos ou aumente o tempo das consultas.

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Negativas de procedimentos: o que fazer para evitar?

negativas de procedimentos

Para os beneficiários, ter um plano de saúde significa ter uma estabilidade maior e conseguir realizar seus exames e procedimentos sem maiores preocupações. Porém, nem sempre as expectativas dos beneficiários são alcançadas. Ao solicitar um procedimento, o médico sabe que corre o risco de tê-lo negado, seja por questões técnicas ou regulatórias. Por isso, para tirar suas dúvidas sobre negativas de autorização de procedimentos, convidamos Reinaldo Ramalho, oftalmologista e especialista em saúde suplementar. Confira.

Como ocorrem as negativas de procedimentos?

Para Ramalho, a regra é simples. A partir do momento em que o médico recebe um procedimento, ele precisa avaliar duas questões. Primeiro, se existe cobertura obrigatória daquele evento. A partir do momento em que o médico não identifica os critérios que a agência reguladora estabelece para que o procedimento seja autorizado, então não existe uma negativa por questão regulatória.

O outro lado da negativa encontra-se no questionamento propriamente dito da pertinência técnica da solicitação. No caso da Oftalmologia, por exemplo, às vezes um médico solicita uma cirurgia de retina face aos achados de exame e contexto do quadro clínico, mas não há uma indicação cirúrgica naquele momento para o caso.

De acordo com o especialista, caso o procedimento não esteja vinculado a uma diretriz de utilização publicada pela agência reguladora, esse procedimento é submetido à apreciação de um parecerista (terceira opinião); aí há um desempate, favorável ou não, à realização do procedimento. Então, a negativa por parte dos convênios, em outras palavras, só pode ocorrer se o procedimento não cumprir os critérios estabelecidos pela agência reguladora.

Mas fique atento: qualquer negativa que não siga essas premissas é infundada e ilegal. Se o auditor estiver diante de uma solicitação de procedimento que tem pertinência técnica, mas que foi negada pela operadora sem que um real motivo fosse atribuído, ou seja, não atrelado a critérios que tenham sido estabelecidos pela agência reguladora, é uma inconsistência, um comportamento que deve ser contestado. Nesse caso, o médico deve submeter esse procedimento a uma intermediação ou avaliação de um profissional desempatador da área.

Casos mais comumente contestados

  • Carência de tempo no contrato;
  • Preexistência de doenças, como câncer. Nesses casos, há a possibilidade de cobertura parcial nos primeiros dois anos;
  • Cirurgias bariátricas. A obesidade já é considerada problema de saúde pela OMS, mas alguns planos ainda veem esse tipo de cirurgia como estética;
  • Cirurgias com próteses, órteses, stents e válvulas;
  • Impedimento de exames com maior custo para as operadoras;
  • Dificuldade em obter medicamentos.

Cuidados do médico para evitar negativas

De acordo com Reinaldo, antes de encaminhar um procedimento, o médico deve conhecer todas as características do processo regulatório e dos critérios que se relacionam àquele procedimento, bem como fornecer ao convênio o contexto clínico e os exames que por ventura mostrarem-se necessários para corroborar a análise por parte do auditor.

Segundo o especialista, o médico deve conhecer, dentro da sua área, quais procedimentos possuem uma diretriz de utilização atrelada e quais seriam os critérios. “O médico precisa saber quais são os direitos que o paciente tem e quais seriam os procedimentos que ele teria direito de encaminhar à operadora, no sentido de pleitear a cobertura. Por exemplo, na Oftalmologia, se o médico solicitar uma cirurgia para miopia de três graus, embora seja pertinente do ponto de vista técnico, ela não terá cobertura, pois cirurgias para miopia só são cobertas a partir de cinco graus. O fato de um médico encaminhar essas solicitações sabidamente sem cobertura para os convênios pode gerar judicialização”, alerta.

Quais providências o médico deve tomar em caso de negação?

Ramalho explica que o médico deve ter acesso ao motivo pelo qual esse procedimento foi negado. Desde 2013, as operadoras de saúde são obrigadas a fazer uma comunicação por escrito, sempre que o beneficiário solicitar, explicando a razão pela qual o procedimento médico foi negado.

Para o especialista, essa medida vem auxiliando médicos e beneficiários a tomar providências em casos de negação. “Acho que essa resolução normativa é bastante salutar. Até 2013, as negativas de procedimentos eram feitas e o beneficiário e o prestador ficavam sem saber o motivo. Então, acredito que isso dá mais legitimidade à relação prestador-operadora de saúde na questão relacionada aos procedimentos que são solicitados pelos usuários. Com isso, temos uma possibilidade de conhecer, do ponto de vista estatístico, qual é a maior frequência das negativas que são emitidas”, esclarece.

Outra questão citada por Reinaldo é que, em diversos momentos, uma solicitação pode ser pertinente do ponto de vista técnico, mas não tem cobertura. Assim, o médico deve conhecer o rol para saber se o exame solicitado tem ou não cobertura. Se o médico conhece a diretriz de utilização associada ao exame que solicitou, compreenderá muito bem o motivo pelo qual foi negado; por isso, esse procedimento não deveria nem ter sido solicitado. Nesses casos, o certo é esclarecer ao paciente o motivo pelo qual não solicitará o exame, uma vez que não teria cobertura.

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Consultório sustentável: é possível?

consultório sustentável

A preocupação com o futuro tem levantado diversas discussões relacionadas à preservação do meio ambiente e dos recursos utilizados na atualidade. O conceito de consultório sustentável, ou consultório verde, surge, então, como forma de abordar a prática da sustentabilidade nas ações diárias de uma instituição. Em um mundo em que o consumo de recursos naturais ocorre de forma desenfreada, promover conscientização é um diferencial no mercado da Saúde. Isso se explica em razão da grande demanda de luz, água, papel e demais recursos utilizados no setor.

Benefícios das medidas sustentáveis

  • Preservação do meio ambiente;
  • Promoção de qualidade de vida para a população;
  • Redução de custos no consultório;
  • Redução de resíduos/lixos;
  • Conquista de pacientes.

É possível ter um consultório sustentável e as medidas necessárias envolvem desde a adoção de ferramentas e materiais até a promoção de atitudes conscientes pelos funcionários. Por isso, acompanhe a seguir quatro dicas que poderão auxiliá-lo a transformar seu negócio em um consultório verde.

1- Evite desperdícios e o consumo excessivo de recursos naturais

Hábitos sustentáveis são essenciais para a preservação da vida. A água, por exemplo, é um recurso finito que deve ser preservado. Evitar desperdícios de água e energia são algumas ações eficazes nesse cenário. Portanto, conscientize seus funcionários e pacientes com avisos e placas que indiquem o fechamento correto das torneiras, e priorize os tipos de descargas que tenham mecanismo de acionamento duplo.

Além disso, após o fim do expediente, retire aparelhos eletrônicos da tomada e mantenha todas as luzes apagadas. É importante lembrar também que, caso esses aparelhos não sejam utilizados o dia inteiro, retirá-los da tomada evitará um grande desperdício de energia elétrica.

2- Invista em novos produtos

Os produtos de limpeza e esterilização são essenciais para manter um consultório diariamente limpo e seguro. Nesse caso, a qualidade não pode ser deixada de lado, mas, atualmente, é possível optar por produtos biodegradáveis, que não são agressivos ao meio ambiente e até mesmo à saúde humana. Já em relação aos produtos que compõem a estrutura clínica, tintas ecológicas e aparelhos econômicos – como impressoras que reduzem o consumo de tinta e energia – são ótimas opções.

3- Adote a coleta seletiva

Separar o lixo é uma prática conhecida mundialmente. Não é novidade que essa é uma das principais medidas para se tornar sustentável. Sem a coleta seletiva ou a separação adequada do lixo do consultório, a reciclagem se torna inviável. Ainda, descartar corretamente substâncias químicas e/ou biológicas e materiais que representam risco à saúde é ideal. Aliás, muito mais do que ser um ótimo investimento, a coleta seletiva colabora com a conquista de muitos pacientes, que passam a enxergar no consultório um serviço de qualidade, pautado em conscientização.

4- Economize papel com ferramentas tecnológicas

A economia de papel dentro dos consultórios não é uma tarefa fácil, entretanto é fundamental. A produção excessiva do material tem grande parcela de responsabilidade pelo desmatamento e pela utilização de recursos naturais essenciais para a vida. A redução da utilização de papel pode ocorrer com a inserção de ferramentas tecnológicas no dia a dia do consultório. Ao migrar o que estaria no papel para o ambiente digital, é possível, então, garantir segurança, redução de custos, organização e diversos outros benefícios. Atualmente, ferramentas como prontuário eletrônico e agendamento on-line têm colaborado com essa nova realidade.

Para um profissional da Saúde, cuidar do bem-estar do paciente é o que move sua carreira. Portanto, a adoção de práticas e recursos sustentáveis ajuda na promoção de qualidade de vida e promove resultados que agregam ao meio ambiente, aos pacientes e ao próprio consultório.

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Dicas de como treinar sua secretária

treinar a secretária

O processo de contratação da profissional envolve algumas etapas. Após esse passo, é preciso treinar a secretária para assumir o cargo da maneira mais eficiente possível. Para isso, é necessário ter paciência para ensinar as rotinas da clínica, os procedimentos internos e demonstrar os tipos de funções e tarefas que serão executados por ela, antes mesmo que inicie a rotina de trabalho.

De acordo com Rubens Coelho, mestre em Administração (Marketing) pela UFRGS/RS, consultor de Marketing especializado em Marketing Médico e mentor do curso “como escolher a secretária perfeita”, nos primeiros dias da secretária atuando, de fato, na função, devem ser feitos os ajustes necessários de acordo com os padrões ensinados na primeira etapa.

“Reuniões periódicas de alinhamento precisam ser realizadas, na pior das hipóteses, mensalmente. Treinamentos internos, sempre que necessário. Entretanto, os treinamentos externos, somente após a estabilização da funcionária no cargo, para premiar e/ou enriquecer o trabalho dela junto à clínica”, esclarece.

Conhecimentos e habilidades

É importante que a secretária domine as ferramentas tecnológicas, como smartphones, sistemas de gestão, CRM e e-mails da clínica, redes sociais e afins. Por isso, caso ela não esteja familiarizada com esses recursos, cabe oferecer um curso de atualização. “Além disso, cursos de atendimento ao cliente, secretariado, apoio administrativo e outros também podem enriquecer bastante o trabalho da recepcionista”, reforça Coelho.

Tipos de treinamentos

Leve em consideração também as diferenças entre os tipos de treinamentos que a profissional necessita. Algumas situações pedem algo mais técnico e, outras, um treinamento comportamental.

Rubens Coelho recomenda que o treinamento técnico seja aplicado de acordo com a demanda relacionada aos equipamentos que a secretária precisa operar. Por outro lado, os treinamentos e capacitações para postura e comportamento devem ser realizados de forma periódica, pelo menos uma vez por ano, para atualização, troca de experiências e a título de valorização da funcionária.

Em relação ao local, a capacitação pode ser feita tanto dentro quanto fora do consultório. “Os treinamentos internos são mais baratos e podem ser feitos com mais frequência. Eles geram sinergia entre os funcionários e produzem um efeito muito positivo no dia a dia da clínica. Por outro lado, os externos são um gesto supremo de valorização do profissional. O curso é maior, mas o retorno em qualidade de atendimento e reciprocidade da profissional é enorme”, relata o especialista.

Entenda as principais vantagens da capacitação eficaz:

  • Correção de falhas no comportamento e nos processos estabelecidos;
  • Oxigenação do ambiente com novas tendências e tecnologias;
  • Sentimento de segurança por parte da funcionária;
  • Valorização da profissional;
  • Participação ativa da recepcionista para o sucesso do negócio.

Aprendizado constante

Mesmo após algum tempo de atuação no cargo, é importante investir, de tempos em tempos, em novos treinamentos para a secretária. Dessa forma, Coelho indica que essa ação deve ser feita ao menos uma vez por ano. “Esse padrão de estímulo ao desenvolvimento pessoal e profissional, portanto, proporciona um ambiente de prosperidade, de troca de ideias e de comprometimento com o resultado do negócio”, constata.

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Infográfico: o caminho do sucesso começa na recepção

infográfico recepção

Recepcionistas, atendentes e secretárias compõem a linha de frente dos consultórios e clínicas. Elas são o primeiro item do “cartão de visitas” do médico, responsáveis pelos contatos iniciais do paciente com o serviço, seja por telefone ou presencialmente. Porém, muitas vezes, a linha de frente não está bem preparada para atender. Os resultados são a insatisfação do paciente e uma avaliação ruim da qualidade do serviço. Mesmo que o médico seja um excelente profissional, se sua linha de frente não estiver à altura, dificilmente o paciente se sentirá plenamente
satisfeito.

Por isso, preparamos um infográfico especial, em que o médico pode analisar e refletir sobre os principais pontos que envolvem a linha de frente, desde a seleção de colaboradores até o dia a dia de trabalho. Confira e aproveite para fazer um diagnóstico do seu consultório ou clínica.

 

 

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5 pontos para analisar antes de abrir o consultório

abrir o consultório

Montar um consultório pode ser o sonho de muitos médicos recém-formados, residentes e especialistas. Apesar disso, muitos profissionais que pretendem abrir o consultório não sabem por onde começar e acabam errando no desenvolvimento do negócio. Para a estruturação desse tipo de estabelecimento, é necessário ter atenção a diversos requisitos e regras que devem ser  atendidos, entre outras questões estratégicas.

Pensando em auxiliar quem possui esse desejo, listamos alguns pontos importantes que devem ser analisados antes de abrir um consultório e que precisam ser levados em consideração durante o processo. Confira!

1- Estudar o mercado

O primeiro passo é conhecer o mercado regional para os tipos de serviços possíveis, mapeando concorrentes e estudando o potencial de clientes na sua região. Assim, é possível escolher com segurança os serviços que serão oferecidos e o público-alvo, além de entender a dinâmica das fontes pagadoras.

Desse modo, o médico poderá entender, por exemplo, se faz sentido ter um consultório para atendimento particular, ou buscar credenciamento junto a operadoras de planos de saúde (e quais), ou, no caso de uma clínica, verificar se é viável e/ou interessante o credenciamento SUS, entre outras questões.

2- Elaborar um planejamento financeiro

Vital para a sobrevivência de qualquer empresa, a gestão financeira precisa começar na etapa de planejamento, marcando presença desde o plano de negócios. Por isso, antes de começar a operar, liste os custos fixos e variáveis, como o aluguel do ponto, compras de equipamentos, contratação de funcionários etc.

Nesse sentido, é importante consultar um profissional da área, como um contador, para avaliar diversas questões. Dentre elas, estão qual é o melhor formato para a atividade – pessoa física ou jurídica – e a necessidade de estabelecer ou não uma sociedade.

3- Defina os serviços oferecidos

Depois de traçar um plano de finanças para o seu negócio, é importante definir quais serão os serviços oferecidos na sua clínica ou consultório. É evidente que a definição dos serviços deve estar relacionada à sua especialização e experiência como médico(a), além de fatores como satisfação no desenvolvimento dos serviços e demanda existente no mercado. Também é importante considerar profissionais que terão de ser contratados para garantir a boa qualidade na execução dos serviços prestados.

4- Escolha o imóvel e conheça a legislação

Escolher um bom imóvel é tão importante quanto fazer uma boa escolha do local, afinal, a estrutura do consultório é um dos investimentos que normalmente mais pesam na hora da abertura do negócio. Outra questão importante é garantir acessibilidade para todas as pessoas, inclusive aquelas com deficiências, idosos, entre outros.

Não se esqueça da documentação necessária, como alvarás de funcionamento, e de verificar se a estrutura do imóvel segue as normas exigidas pelos órgãos regularizadores, como Anvisa.

5- Defina estratégias e processos de marketing

Divulgar o seu consultório  é importante para atrair pacientes e fazer com que o local seja conhecido, tanto na região quanto no meio digital. É por meio da comunicação que qualquer estabelecimento otimiza seus resultados.

Abrir um consultório requer atenção e cuidado em todas essas etapas. Por isso, investir em especializações, fazer cursos e ter auxílio de profissionais é importante para que essa fase de abertura esteja alinhada com seus objetivos e expectativas.

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Qual é o tempo ideal de duração da consulta?

tempo consulta

Quanto tempo deve durar uma consulta? Essa é uma dúvida frequente entre médicos e pacientes e, muitas vezes, as respostas para essa pergunta podem ser diferentes.

Uma consulta rápida pode trazer prejuízos tanto para quem atende como para quem recebe o atendimento. Por este motivo, é essencial ter conhecimento sobre o que os órgãos oficiais orientam sobre o assunto.

De acordo com a Portaria nº 3046, do Ministério da Saúde, e a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o tempo sugerido para que a consulta seja realizada de maneira adequada é de 15 minutos para a carga horária de 20 horas semanais. O Conselho Federal de Medicina (CFM), contudo, entende que a consulta deva durar o tempo necessário para que o médico realize toda a avaliação do paciente.

Os pareceres CREMESP nºs 1.138/97; 24.358/97 e 29.349/97 declaram que o tempo reduzido de consulta pode acarretar baixa qualidade do atendimento, por eventual falta de procedimentos indispensáveis, como:

  • Anamnese;
  • Solicitação de exames diagnósticos;
  • Prescrição e orientação da medicação.

Atenção aos detalhes

Segundo Emmanuel Fortes, terceiro vice-presidente do CFM, a consulta apressada impossibilita que o médico compreenda adequadamente o problema do paciente. “Nesses casos, a menos que se trate de um paciente que já é acompanhado por um mesmo médico há bastante tempo e que apresenta recaídas de uma mesma doença, a consulta pode ser abreviada, pois o profissional já possui o histórico daquele paciente e conhece os seus problemas”, esclarece.

Ainda assim, é recomendável que o médico preste bastante atenção nas queixas dos pacientes, pois a formulação do diagnóstico passa por diversas etapas. Uma consulta rápida faz com que muitos elementos importantes passem desapercebidos.

“Só no olhar, o médico pode realizar uma inspeção prévia do paciente, observando sua cor, marcha, se possui edema, entre outros fatores. Esses detalhes são aprendidos durante o curso de Medicina para avaliação preliminar propedêutica – um aprendizado fundamental para o médico”, reforça Emmanuel.

Teoria e prática

Os aprendizados sobre o planejamento de uma consulta iniciam quando o médico está no terceiro ano de faculdade. Com isso, esse profissional pode elaborar uma estratégia de investigação. A semiologia ensina a realizar uma avaliação adequada dos sintomas do paciente para que, então, seja construída uma hipótese de diagnóstico.

Algumas especialidades realizam avaliações muito minuciosas e outras nem tanto, mas, de qualquer forma, todos os profissionais precisam fazer a avaliação de acordo com o que aprendem quando começa a parte clínica da formação médica. É o que recomenda o membro da diretoria do CFM.

O interrogatório sobre os sintomas dos pacientes é um procedimento que pode levar tempo. O médico deve sempre questionar o motivo da visita, o que o paciente está precisando e como pode ajudá-lo. Além disso, o profissional precisa compreender que a atenção contempla a anamnese, os exames físicos e possíveis avaliações complementares, para que, então, possa ser construída uma hipótese de diagnóstico.

Confira!

A Resolução CFM nº 2056/2013 apresenta um roteiro de anamnese, exames físicos e outros registros que o médico precisa fazer no prontuário do paciente.

A Resolução CFM nº 1.638/2002 em seu artigo 5º estabelece os itens que deverão constar obrigatoriamente do prontuário eletrônico ou papel.

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Como as sociedades médicas vêm lidando com a pandemia?

sociedades e pandemia

As sociedades médicas são responsáveis por garantir a disseminação e a segurança da informação, além de divulgarem orientações para guiar a atuação dos médicos especialistas. Confira o que algumas sociedades vêm fazendo para auxiliar os médicos durante a pandemia de Covid-19:

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)

A entidade criou uma Comissão Permanente de Prevenção e Gestão de Informações relacionada à Covid-19, especificamente sobre a Cirurgia Plástica. Dessa forma, estão sendo divulgadas informações confiáveis em interface com o Departamento de Comunicação da SBCP, órgãos sanitários nacionais e internacionais e a imprensa. Além disso, a sociedade vem se empenhando para trazer recomendações aos cirurgiões plásticos brasileiros sobre a pandemia, abordando temas desde a disseminação de informações até os cuidados relacionados às realizações de cirurgias. Por fim, a sociedade traz informações voltadas ao público leigo sobre os cuidados que devem ser tomados em meio à pandemia. Faz, ainda, um alerta sobre as fake news que surgem nesse momento.

Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)

Diante do cenário de emergência pública devido à pandemia de Covid-19, a SBC lançou a campanha De coração, contra o coronavírus. A ação visa a levar informação e conhecimento aos profissionais de Saúde, aos pacientes com comorbidades associadas a doenças cardiovasculares e à população em geral, sobre as medidas preventivas e de combate à infecção. A entidade, inclusive, criou um portal on-line apenas para tratar do assunto. No site, há tudo sobre a campanha, informações sobre a pandemia no mundo, e-books sobre cuidados com a saúde cardiovascular em meio a esse cenário, recomendações nutricionais para fortalecer a imunidade, diretrizes da Associação Médica Brasileira (AMB) sobre a Covid-19 e muito mais.

Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)

Cientes de que pessoas com diabetes compõem parte do grupo de risco para complicações do novo coronavírus, a entidade criou um ambiente emergencial com informações sobre a doença em seu portal on-line, voltado para os profissionais de Saúde e para os pacientes. Nele, são encontradas informações sobre a Covid-19 em pessoas com diabetes, abordando questões como cuidados com a alimentação, Telemedicina e controle da doença.

Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI)

Por se tratar de uma infecção viral, o novo coronavírus é uma pauta muito importante para a SBI. Atenta ao seu papel de referência para profissionais da Saúde e para população, a sociedade tem emitido comunicados informativos desde o início da doença. Dessa forma, ao acessar o site da sociedade, o internauta já é contemplado com a opção de ser direcionado a uma página que abriga um compilado de todas as notícias do portal sobre a pandemia.

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A jornada do paciente: como eles escolhem o médico?

jornada do paciente

Ao escolher qualquer produto ou serviço, o cliente considera diversas opções e coloca na balança os fatores essenciais que o levarão a tomada de decisão. E a jornada do paciente para o processo de escolha do médico ou da instituição de saúde é o mesmo.

Quando se trata de buscar informações sobre saúde, essa jornada está longe de ser simples. Isso porque os consumidores consultam frequentemente uma variedade de fontes de informação e em diversos canais.

Uma pesquisa americana divulgada originalmente pela revista Medical Economics apontou alguns critérios que ajudam a entender hoje a escolha do paciente. Tal estudo revelou que os consumidores estão cada vez mais independentes durante a fase de pesquisa para coletar informações sobre possíveis opções de atendimento.

Confira abaixo algumas perguntas feitas para os entrevistados e os dados extraídos:

Como você encontra um médico generalista?

Pesquisa própria: 32%

Plano de saúde: 30%

Indicação de familiar ou amigo: 23%

Indicação de outro prestador de saúde: 14%

Outros: 1%

Como você encontra um médico especialista?

Indicação de outro médico: 40%:

Pesquisa própria: 31%:

Via plano de saúde: 15%:

Indicação de familiar ou amigo: 10%:

Outros: 2%:

As 5 principais fontes de busca de informações sobre médicos e instituições

Internet: 54%

Encaminhamento de outro profissional médico: 39%

Família ou amigos: 35%

Plano de saúde: 33%

Hospitais e outras instituições de saúde: 27%

Quais as principais fontes para coletar informações sobre médicos e instituições de saúde de forma online?

Ferramentas de busca: 58%

Sites relacionados ao sistema de saúde pública: 43%

Sites das operadoras de planos de saúde: 41%

Portais de conteúdo sobre saúde: 28%

Sites não relacionados à saúde: 27%

Redes sociais: 21%

Quais os meios preferidos para marcação de consultas?

Telefone:

  • 2019: 55%
  • 2018: 57%
  • 2017: 62%

Reserva online diretamente com o médico ou instituição de saúde:

  • 2019: 18%
  • 2018: 15%
  • 2017: 16%

Reserva online por meio de um site de pesquisa ou aplicativo:

  • 2019: 14%
  • 2018: 12%
  • 2017: 9%

Listagem do plano de saúde:

  • 2019: 14%
  • 2018: 14%
  • 2017: 13%

Quais os critérios mais importantes para escolher um médico ou instituição de saúde?

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