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Especial Dia da Secretária: 10 passos para valorizar a profissional

dia da secretária

Em 30 de setembro, quando comemoramos o Dia da Secretária, muitas homenagens são dedicadas a elas, mas é importante que a sociedade também entenda melhor o papel e a importância dessas profissionais. Além disso, saber como motivar e valorizar a sua secretária é essencial para a rotina de trabalho.

Para alcançar sucesso, um médico precisa ter secretárias que realizam seu trabalho com competência, seriedade, humanidade e extremo profissionalismo. Muitas gostam do trabalho que realizam, mas, em alguns casos, podem não se sentir valorizadas. Por vezes, o motivo dessa situação reside no despreparo do médico para gerenciar sua clínica, assim como sua equipe, acabando por desmotivar as profissionais. Assim, nessa época dedicada a reverenciar essas profissionais, preparamos uma lista com passos para valorizar o trabalho da secretária.

Dicas para valorizar a secretária

  1. Procure reconhecer o importante trabalho da sua secretária. Expresse esse reconhecimento claramente, para que ela saiba que seu esforço está sendo percebido.
  2. Ao apontar erros, faça-o de forma construtiva, em particular, dialogando. Jamais levante a voz ou deprecie o trabalho. Transforme a situação em oportunidade de aprendizado.
  3. Ofereça oportunidades constantes de aprendizado à secretária, por meio de cursos e eventos voltados para o conhecimento e desenvolvimento profissional.
  4. Crie com sua secretária oportunidades de diálogo e troca de ideias sobre o andamento do consultório, problemas e soluções. Ouça o que ela tem a dizer e, sempre que possível, implemente suas sugestões.
  5. Oportunidade de crescimento existe em qualquer ambiente de trabalho, não importa se o médico tem uma única secretária como funcionária. Demonstre que o seu crescimento como médico também cria oportunidades para ela. O sucesso de um serviço de saúde e o consequente aumento da equipe podem levar àquela funcionária a oportunidade de assumir a liderança da equipe que está se formando.
  6. Rotatividade é sempre ruim. Valorize a profissional. Crie condições para que ela permaneça trabalhando com você durante muito tempo e que as novas contratações sejam para o aumento da equipe, não substituições.
  7. Ao contratar uma secretária, faça-o por meio de uma rigorosa seleção. Saiba que ela será um apoio fundamental para a sua carreira profissional. Assim, deverá ter o perfil de competências adequado àquilo que você deseja profissionalmente.
  8. Ao escutar queixas dos pacientes em relação a sua secretária, ouça o que eles têm a dizer, mas também dialogue com a funcionária sobre isso. Aborde a queixa com tranquilidade e respeito, para dar à reclamação um encaminhamento adequado.
  9. Prepare-se melhor para gerenciar sua equipe de colaboradores. Saiba que gerenciar recursos humanos é uma ciência complexa, mas extremamente necessária para o bom andamento de seu serviço de saúde.
  10. Não se esqueça: hoje, 30 de setembro, é o Dia da Secretária. Cumprimente-a, presenteie-a e comemore o dia dessa profissional fundamental para sua carreira.

Quero lembrar que, apesar deste artigo ter sido escrito no gênero feminino, faz referência, também, a todos os homens que, mesmo em menor número, exercem com muita competência e dignidade essa função. Então, a todas as secretárias e secretários do Brasil, deixamos aqui a nossa admiração e respeito.

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Marketing de conteúdo: oportunidade para fidelizar pacientes

marketing de conteúdo

Publicar conteúdo para educar seus pacientes, interagir com eles respondendo dúvidas, tornar sua marca referência, dar boa reputação aos seus serviços e atrair novos clientes são coisas que todo profissional da Saúde almeja. Por isso, é preciso utilizar-se de estratégias eficazes e atuais – como o marketing de conteúdo. Quem não aposta nele pode estar perdendo oportunidades reais de otimizar seus resultados, já que esse é o caminho inicial para transformar simples usuários em pacientes fiéis.

O marketing de conteúdo é uma oportunidade de se conectar com o público e ajudá-lo de várias formas por meio de conteúdo útil e valioso. Especialmente na área da saúde – na qual existem regulações e limites para o que pode ou não ser feito em termos de marketing –, aproveitar essa oportunidade é vital. Desse modo, quando executada de maneira certa, essa estratégia pode trazer benefícios como:

Educação da população

A população precisa de informação de máxima qualidade no que diz respeito à saúde, e a primeira fonte de consulta normalmente não é um profissional da área, mas sim a internet. No entanto, ainda existe muita informação pobre e até mesmo enganosa na internet – o que precisa ser resolvido pela produção de conteúdo por profissionais habilitados.

Assim, com o marketing de conteúdo, você ajuda seus possíveis pacientes a não tomarem atitudes precipitadas ou perigosas antes mesmo de agendarem uma consulta.

Conquista de novos pacientes

Como consequência da educação da população sobre os aspectos da saúde nos quais você se especializou, é natural que se crie uma reputação positiva. Essa reputação, por sua vez, pode levar à conquista de novos pacientes, pessoas que estão interessadas em sair das informações básicas e saber mais a fundo sobre os tratamentos ou procedimentos em questão.

Relacionamento mais estreito com pacientes

O marketing de conteúdo faz com que o relacionamento entre profissional e leitor se estreite, pois o material é produzido de forma a parecer que foi feito sob medida para cada pessoa. Os pacientes que chegarem até você, ou mesmo os que já estavam com você antes disso, vão sentir a diferença, pois estarão mais bem informados e preparados para seguir suas orientações em qualquer situação. Além disso, sua linguagem ao produzir conteúdo deve ser simples, e isso tem grande efeito sobre um paciente com mais dificuldade em entender termos médicos.

Marketing de conteúdo como um funil

Topo: Este é o momento para atrair novos olhares e envolver os visitantes do seu site. É preciso disponibilizar uma “isca digital”, em que o visitante pode deixar o nome e e-mail em troca, por exemplo, do download “gratuito” de um e-book ou acesso a uma área exclusiva com um vídeo. Quando isso acontece, o visitante passa a ser chamado de lead.

O conteúdo aqui deve ser leve, fácil de digerir e compartilhável – a isca digital é como se fosse um aperitivo, uma porta de entrada.

 

Meio: Os esforços aqui se concentram em nutrir os leads com informações úteis e relevantes. É hora de observar quem são seus leads e oferecer materiais com conteúdo oportuno para cada tipo de usuário. A “venda”, nessa etapa, é subjetiva e tem mais a ver com as realizações e sonhos que o seu serviço pode oferecer. Essa é a hora de falar dos benefícios, de como os clientes podem se beneficiar com o seu serviço.

Alguns exemplos são posts em blogs, guias e manuais e webinars.

 

Fundo: Nesta etapa do funil, seu lead qualificado já está considerando se tornar seu cliente. Ele está, de fato, vendo o seu serviço como uma solução para o seu problema. O fundo do funil é a chamada etapa de decisão e a pessoa entra nela quando decide qual a melhor forma de resolver seu problema, mas ainda precisa decidir quem é o profissional mais indicado para isso.

O conteúdo fornecido no estágio final precisa terminar de construir a confiança e a credibilidade. Alguns exemplos são páginas do site dedicadas a falar sobre você, estudos de caso, testemunhos de outros clientes, entre outros.

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Médico e mídias digitais: como essa relação influencia sua carreira?

mídias digitais

Há décadas, o papel do médico não se limita apenas ao conhecimento técnico e uma boa atuação em consultórios. Cada vez mais, os pacientes esperam que o médico seja mais ativo fora do consultório e isso envolve as mídias digitais. Desse modo, as mídias no atendimento médico acabam possibilitando a comunicação, o compartilhamento de informações e um alcance maior de potenciais pacientes.

Somando quase 2 milhões de seguidores nas redes sociais, o neurocirurgião Fernando Gomes Pinto é um verdadeiro exemplo de como unir a Medicina às mídias digitais. Além da carreira médica, Gomes Pinto é consultor do programa Encontro com Fátima Bernardes e diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN). O neurocirurgião conta um pouco de sua trajetória e dá algumas dicas de como se posicionar nas mídias digitais para auxiliar na prática médica.

Como tudo começou

A relação de Gomes Pinto com as mídias começou há mais de dez anos, quando ele se formou e abriu seu próprio
consultório. “Assim que terminei a residência médica em Neurocirurgia, comecei a organizar o meu consultório
e entender que seria necessário ter um site. Foi, aí, o passo inicial. Organizado por mim, comecei a montar textos,
explicando um pouco mais sobre as doenças, e isso foi crescendo”, lembra.

Porém, foi durante o doutorado, em 2007, que o médico organizou um grupo de hidrodinâmica cerebral e, com isso, recebeu um convite da produção do programa Encontro para uma participação para explicar um pouco sobre memória. “A partir daí, tudo deslanchou, com participação em programas de televisão; até que a Globo me chamou para um contrato de participação no programa. Desde 2013, toda terça-feira, participo do programa da Fátima Bernardes, levando um pouco de conhecimento médico e neurociência para toda a população”, conta.

Mídias na Medicina

As redes sociais estão cada vez mais presentes na vida do médico. Com elas, os profissionais têm a
oportunidade de levar conhecimento médico para a população leiga. O neurocirurgião acredita que, hoje em dia,
a Medicina e as redes sociais se complementam e fazem parte do mesmo processo.

“É lógico que a participação na televisão me coloca em um papel diferenciado como comunicador, que é diferente de um indivíduo que atende simplesmente opera, mas tudo faz parte do mesmo propósito, o de ser um consultor não só de doenças, mas de saúde, para toda a população. Então, tudo faz parte disso: informar a população, formar os médicos residentes e passar informação para os pacientes e seus familiares. Tudo isso faz parte do mesmo contexto”, defende.

De acordo com o especialista, as redes sociais atuam como ferramenta de aproximação entre o médico e o paciente.
“As mídias digitais podem ajudar mostrando que o indivíduo é especialista em determinado assunto, levando informações de qualidade, sempre tendo como objetivos principais a verdade e a determinação de informar a população seguindo os preceitos do nosso juramento de Hipócrates”, pontua Gomes Pinto.

Apesar dos benefícios do mundo digital, é preciso tomar cuidado com o conteúdo. O Código de Ética Médica proíbe o profissional médico de realizar consultas, diagnósticos ou prescrever por qualquer meio de comunicação em massa. “Existe uma diferença entre marketing e informação à população. O marketing médico não deve ser feito totalmente por meio das mídias sociais, até porque existe uma série de normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O melhor marketing para o médico é o bom trabalho e o relato dos pacientes. Eles, sim, podem fazer a diferença, comentando em suas redes sociais. Lembre-se de que, nas mídias digitais, a função do médico é educacional e de esclarecimento”, destaca.

Sobre as redes

Entre as redes disponíveis, destacam-se quatro: Facebook, Instagram, Twitter e LinkedIn. Porém, apesar da variedade, cada uma delas apresenta uma proposta diferente e tudo depende do objetivo do usuário. “Acredito
que o mais importante é o médico identificar com qual rede social ele prefere trabalhar, em qual se sente mais à vontade. Considerando que esteja voltado para relações mais profissionais, o LinkedIn acaba sendo o mais indicado. O Facebook é mais popular, com uma liberdade maior para escrever dicas, orientações, além de permitir a introdução de links. Já o Instagram é mais usado visualmente, com imagens coloridas e rápidas para orientar a população com uma linguagem mais simples e visual”, orienta.

Apesar de não ser um fator determinante, Gomes Pinto acredita que o poder das redes agrega valor ao trabalho do médico. “Quando um indivíduo tem um problema de saúde, ele quer ser bem atendido, quer atenção, quer um profissional que saiba o que está fazendo, que ofereça a ele a possibilidade de melhora. É claro, no entanto, que todos gostam de informação, e as mídias sociais oferecem essa possibilidade de informação organizada, gratuita e de valor”, justifica.

Estar presente ativamente nas redes sociais também é uma vantagem para chamar a atenção do público jovem. Uma
pesquisa realizada no ano passado pela ONG Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação (Cepia) revela que 70% dos jovens quase não vão ao médico, por isso é tão importante criar maneiras de captar a atenção dessa parcela da população. “O público mais jovem entende que, se o médico está inserido no meio midiático, ele sabe o que está acontecendo, sabe dos problemas, das dificuldades e das curiosidades, ou seja, está sempre atualizado e, com isso, seu interesse aumenta”, acredita Gomes Pinto.

Como se posicionar nas redes sociais?

Para alcançar seu público-alvo e levar informação de maneira eficiente aos seus pacientes, confira, abaixo, algumas dicas para se posicionar da melhor forma possível nas redes sociais:

  • Fotos e vídeos do ambiente são fundamentais: publicar fotos do consultório e da recepção é fundamental para mostrar a estrutura do local. Fotos da equipe e do próprio médico também são bem-vindas. Para o paciente, é muito importante conhecer a aparência do local e de quem vai atendê-lo, pois é uma forma de se identificar com o profissional ou não.
  • Verifique a fonte de suas postagens: antes de publicar qualquer conteúdo nas redes, é fundamental checar a fonte para não divulgar notícias falsas. Além disso, esteja atento aos direitos autorais, pois o compartilhamento de vídeos ou fotos de terceiros pode violar os direitos do autor.
  • Produza conteúdo breve e relevante: para que o paciente entenda o conteúdo com mais facilidade, publique postagens simples e objetivas. Ao utilizar uma linguagem muito técnica, ele pode perder o interesse ou ter dificuldade em entender os termos. Caso queira usar palavras estrangeiras, o melhor é destacar a expressão e logo em seguida traduzi-la.
  • Fique atento à qualidade da imagem: nas redes sociais profissionais, a qualidade da imagem é fundamental. O Instagram, por exemplo, utiliza imagens como destaque, por isso seus conteúdos devem ser de alta qualidade para que a imagem fale por si só. Da mesma forma, os vídeos também precisam ter uma ótima produção, a fi m de passar profissionalismo ao seu potencial paciente e, assim, conquistar sua confiança para realizar um procedimento ou consulta.
  • Faça marketing de conteúdo: não adianta se expor sem ter um bom conteúdo. Ao produzir conteúdo de qualidade, de forma a se posicionar como especialista dentro de um segmento, é grande a chance de conseguir captar mais pacientes interessados naquela especialidade.

Desafio das mídias

Com as tecnologias, a relação médico-paciente tem se tornado cada vez mais complexa. Atualmente, há a presença
do chamado “paciente expert”, termo que se refere ao paciente que busca ativamente informações sobre sua doença. De acordo com Gomes Pinto, a liberdade de acesso é uma faca de dois gumes, que pode auxiliar ou atrapalhar o médico em diversos momentos.

“A educação do paciente faz toda a diferença. Hoje, ele pode fazer uma busca sobre sua enfermidade. Porém, não tendo um editor, pela questão da liberdade de acesso aos buscadores como Google, o paciente, muitas vezes,
tem acesso a informações falsas ou que não se aplicam a ele ou a seus familiares. Então, o paciente está educado,
entendendo que há esse acesso livre à informação, mas que, por vezes, quem dirá qual é a informação correta que se aplica ao caso dele é o profissional da Saúde. Isso é o que faz a diferença”, ressalta o neurocirurgião.

Ética nas mídias sociais

Apesar de ser um ótimo espaço para divulgar seu serviço, as mídias digitais possuem regras de uso, permitindo e proibindo algumas atividades. Confira a lista com algumas permissões e proibições, de acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM):

Permitido

  • Publicar foto com seus grupos de trabalho e sua equipe médica;
  • Divulgar, de forma comedida, que participou de cursos e de congressos, desde que possa comprovar;
  • Publicar seu endereço de consultório ou clínica, desde que não em matérias científicas e de esclarecimentos da
    coletividade;
  • Publicar que realiza procedimentos, desde que reconhecidos cientificamente e ligados a sua especialidade;
  • Fazer orientações gerais sobre doenças, sem, no entanto, prescrever ou direcionar suas informações a casos
    detectáveis.

Proibido

  • Publicar foto de seu paciente ou em conjunto com o mesmo, fazendo referência a esse vínculo (quebra de sigilo);
  • Divulgar foto de “antes e depois” (promessa de resultado);
  • Publicar foto de paciente na sala cirúrgica, relatando o que será realizado ou o que acabou de acontecer (quebra
    de sigilo, autopromoção e concorrência desleal);
  • Publicar que não existem complicações em seus procedimentos ou que todos os seus pacientes estão satisfeitos
    (promessa de resultado, sensacionalismo, autopromoção e concorrência desleal);
  • Publicar fi guras de modelos ou artistas, vinculando-os ao nome do médico ou à clínica (autopromoção, sensacionalismo e quebra de sigilo).

Fonte: Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) e Conselho Federal de Medicina (CFM)

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DOC Responde: como divulgar com eficiência meus serviços médicos?

O marketing é um conjunto de ferramentas e ações que, quando bem planejado, faz com que as empresas se tornem atraentes perante seus públicos-alvo, gerencia a comunicação, gera o valor para o produto ou serviço e, entre outras coisas, monitora o relacionamento da marca junto aos seus clientes. E na área da Saúde não é diferente.

É sabido que o marketing médico tem algumas limitações, mas isso não pode ser um empecilho para divulgar a marca do médico. Toda e qualquer ação de marketing e de comunicação passa, necessariamente, por dois questionamentos iniciais:

  1. Com quem, hoje, mesmo que de forma empírica, minha clínica se comunica?
  2. São essas pessoas (pacientes, formadores de opinião e influenciadores) o público com quem desejo ou preciso falar para levar meus serviços ao conhecimento do público que desejo atender?

O tamanho e o nível de detalhamento do plano de comunicação serão proporcionais ao tamanho e às necessidades da clínica. Entretanto, ele sempre será importante para evitar que aconteça o que chamamos de “comunicação por espasmos” – aquela que, em vez de ser um processo estabelecido nas rotinas do serviço, acontece como uma medida desesperada, quando o volume de atendimentos cai.

É importante lembrar que é crucial estabelecer um padrão de atendimento consistente com a proposta de valor da clínica, e isso compreende a uma boa comunicação. Então, fiquem atentos! Após avaliar o público a quem é dirigida a comunicação e identificar seus hábitos de uso de meios de comunicação – afinal, ela deve ir ao encontro de seus hábitos, e não esperar que o público desejado se adeque aos meios escolhidos pela clínica –, passa-se ao desenvolvimento da parte operacional, que, necessariamente, deve prever ações contínuas e informação relevante para seu público.

 

DOC Responde contou com a participação de Alice Selles, especialista em Marketing na área da Saúde

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Reputação digital: o que falam sobre você nos ambientes virtuais

Ainda que o ambiente virtual venha ganhando espaço na Medicina, como nas outras áreas, ainda existe muito a ser entendido. Para além da gestão de conteúdo nas mídias sociais, algo já consideravelmente difundido, o conceito de reputação digital ou e-reputação, por exemplo, ainda é uma noção que precisa ser mais bem compreendida.

Com esse objetivo, em setembro de 2018, o Conselho Nacional da Ordem dos Médicos da França – Conseil National de l’Ordre des Médecins – lançou o guia prático Préserver sa réputation numérique, sobre como os profissionais devem estar atentos à questão. O documento define a e-reputação como a imagem digital de uma pessoa na internet, composta por tudo o que diz respeito a ela e ao que é colocado on-line nas redes sociais e em outras plataformas de compartilhamento de conteúdo.

A importância da reputação digital para o médico

Segundo a especialista em Comportamento Organizacional e Gestão de Pessoas, Maria Thereza Rubim Camargo Soares, trata-se de uma questão especialmente importante para os profissionais de saúde. Isso acontece porque o comportamento e a postura nas mídias, tanto sociais quanto profissionais, têm o poder de reforçar positiva ou negativamente a sua imagem. “Portanto, o comportamento do profissional deve ser alinhado e coerente com sua postura e com seu discurso na carreira”, afirma a professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie – Campus Alphaville.

O diretor de Tecnologia da Informação (TI) da Associação Paulista de Medicina (APM), Antônio Carlos Endrigo, também enfatiza a importância de o médico estar atento à própria reputação nas redes. “O paciente pode não gostar de algo no atendimento, da forma que o médico o abordou ou como interagiu. Às vezes, ele não fala sobre isso, mas acaba expondo o fato em alguma mídia”, exemplifica. Com uma boa gestão da reputação, esse comentário pode chegar ao médico e, caso seja procedente, pode servir para que melhore a forma de se relacionar.

Como fazer o gerenciamento?

Um dos pontos cruciais no gerenciamento da reputação digital é a reação a comentários negativos. Trata-se de um assunto delicado, que exige atenção e cuidado para identificar o conteúdo e a veracidade dos fatos que possivelmente geraram a manifestação. Contudo, é uma oportunidade para o profissional rever questões pontuais em sua postura, colocando-se, empaticamente, no lugar de quem fez o comentário. “Portanto, esclarecer o assunto de forma ética e responsável é o que fará com que os comentários positivos se sobreponham aos negativos”, conclui Maria Thereza.

De acordo com a professora do Mackenzie, a gestão e o monitoramento da reputação digital podem ser feitos tanto pelo próprio profissional quanto por meio da contratação de empresas ou profissionais especializados nessa área. “Depende da disponibilidade de tempo, do interesse do profissional de saúde, bem como do volume de informações e mídias a serem gerenciadas”, detalha.

De modo semelhante, Antônio Carlos Endrigo avalia que, no caso do médico que faz muito uso das mídias sociais, é recomendável investir em profissionais que monitorem sua atividade e a das pessoas com quem se relaciona virtualmente. Já no caso do médico com pouco domínio dessas ferramentas, julga que o mais aconselhável é abster-se. “O médico, antes de mais nada, é um ser humano e está passível de ultrapassar algum limite que não deveria. Ele tem que saber as consequências disso”, afirma.

O diretor de TI da APM ressalta ser primordial conhecer o código de ética médica para um bom gerenciamento da presença nas redes. “É leitura obrigatória, que deve ser feita mais de uma vez”, aconselha. Em segundo lugar, afirma a necessidade de conhecer os regimentos, regulações e resoluções que abordem o tema. “Assim, ele vai saber como deve interagir com os seus pacientes da forma mais profissional possível”, pontua Endrigo.

Conselhos para reagir a comentários negativos

Deparar-se com um comentário negativo sobre você, na internet, nem sempre é fácil. Conforme as orientações do Conselho Nacional da Ordem dos Médicos da França, é necessário não estimular a potencial polêmica, adotando uma atitude aberta e oferecendo uma resposta empática. Em linhas gerais, a entidade defende o seguinte modo de proceder:

  1. Primeiramente, agradeça ao paciente por deixar uma opinião;
  2. Faça com que ele entenda que você compreendeu a natureza da reclamação;
  3. Caso a reclamação tenha fundamento, explique a causa e as possíveis medidas implementadas para superá-la. Se for infundada, informe ao autor do comentário sobre sua surpresa ao ler o relato;
  4. Se necessário, especifique ao autor do comentário que você não pode fornecer uma resposta completa sem risco de violação do sigilo médico;
  5. Por fim, proponha ao autor do comentário que entre em contato com você por meio de seus canais profissionais, a fim de encontrar uma solução para as dificuldades que ele possa ter encontrado.

Construção da reputação digital em rede segmentada

Hoje, há cada vez mais plataformas on-line, nas quais as pessoas podem expressar suas opiniões, e, nos últimos anos, plataformas especializadas têm ganhado espaço. Um desses casos, no segmento médico, é a Doctoralia, cujo objetivo é conectar profissionais de saúde e pacientes, além de auxiliar no gerenciamento de pacientes e na eficiência das consultas. Desde 2017, a Doctoralia, parte do grupo polonês DocPlanner, mantém presença física no Brasil, desde sua sede em Curitiba.

O country manager da Doctoralia no país, Carlos Spezin Lopes, avalia que a reputação é um dos pilares mais importantes não apenas hoje, mas tradicionalmente; seja pela indicação boca a boca, seja pela indicação entre gerações, de pai para filho. “Nesse sentido, a nossa plataforma consegue antecipar a construção da reputação desses profissionais de saúde. Conseguimos ampliá-la para todos os interessados”, assegura. Aquilo que o profissional da saúde tem a oferecer e já ofereceu no passado é apresentado por meio das avaliações e dos depoimentos dos pacientes.

Nessa linha, o customer success manager da empresa, Luís Ferreira, explica que, na plataforma, a reputação é construída justamente a partir da opinião do paciente. “Isso gera cada vez mais impulso, porque passamos a ter profissionais com 100, 150, 200 opiniões. E essas opiniões são recomendações dos próprios pacientes – tanto daqueles que o profissional já tem quanto dos novos, que estão chegando por meio da plataforma”, afirma. Pode-se iniciar, então, um ciclo positivo, porque quanto mais opiniões positivas, mais é solidificada a reputação digital do médico.

Como uma das diferenças essenciais em relação às redes sociais, na Doctoralia existe uma equipe de conteúdo, que modera as opiniões. “O paciente não pode simplesmente entrar e escrever qualquer coisa. Nossa equipe avalia se ele não está sendo ofensivo, se está de fato falando de uma consulta dele”, explica Ferreira. Desse modo, a equipe avalia se há credibilidade no que está sendo exibido.

Quer entender um pouco mais sobre a sua reputação digital? Clique aqui e faça o curso Tribunal da Internet

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Você sabe como o marketing digital pode impulsionar a sua carreira?

reinvenção da carreira

Hoje, o poder do marketing e da comunicação com grupos cada vez maiores foi democratizado, deixando de ser um privilégio das grandes empresas de comunicação e passando esse poder para as mãos de qualquer pessoa com acesso à in­ternet. É a época das redes sociais e blogs.

Sabemos, por exemplo, que pacientes em busca de in­formações sobre o problema de saúde que têm – ou que imaginam ter – buscam informações no Google, antes de procurar por um atendimento médico. Isso tende a crescer.

Os médicos precisam entender que o digital pode ser uma excelente ferramenta na carreira médica para criar valor para o paciente. O objetivo de trabalhar a questão do marketing médico é gerar credibilidade e confiabilidade.

Os instrumentos que temos no ambiente digital facilitam essa aproximação, ampliam-na e trazem novas possibilidades para o médico gerar esse valor.

Vantagens do marketing digital

  • Interatividade com o público-alvo, possibilitando in­teração direta por meio de e-mails, redes sociais e sites;
  • Segmentação de seu público-alvo;
  • Produção e veiculação a baixos custos;
  • Controle do volume de visitação do site;
  • Maiores possibilidades de formatos a serem utilizados;
  • Rapidez no recebimento de informações, anúncios e feedback;
  • Valor para o paciente;
  • Gerenciamento do consultório.

Faça uma análise das suas mídias

  1. Qual a missão do seu site? Divulgar os serviços? Estabelecer um canal de agendamento de consultas?
  2. Seu site possui muitos efeitos e animações? Não se esqueça que vários efeitos podem não ser vistos em smartphones!
  3. A administração do seu site requer um profissional técnico ou pode ser realizada por alguém de sua equipe?
  4. Seu site é fácil de navegar? É possível encontrar facilmente o que se procura nele?
  5. Links estão corretamente destacados? Banners possuem links para mais informações?
  6. O site é bastante visitado por seus pacientes?
  7. Seu site promove a interatividade entre clínica e seus visitantes?

Crie sua página nas redes sociais

Clínicas devem ter fanpage, uma página empresarial, de caráter corporativo, não um perfil pessoal. As mídias sociais, para serem bem usadas em favor da imagem do serviço médico junto aos seus públicos-alvo (pacientes, outros médicos e formadores de opinião), requerem dedi­cação e, de preferência, apoio de um profissional da área (um analista de mídias sociais).

Muitas empresas de pe­queno e de médio porte que desejam obter o maior pro­veito possível de suas presenças nas redes sociais optam por terceirizar esse trabalho, contando com o apoio de uma assessoria de comunicação.

Além disso, as fanpages possibilitam às empresas criar um veículo de comunicação com seus clientes. A ideia é que a “marca” interaja e troque expe­riências sobre suas ações (e não sobre seus sentimentos) com seus públicos.

Invista em diversas mídias digitais

O Facebook é uma das ras redes sociais de maior uso e interatividade do brasileiro, mas não é a única ferramenta digital que merece atenção. Existem outras mídias sociais que devem ser utilizadas para atingir o seu público-alvo e desenvolver uma tática de atração.

Cada uma dessas mídias conta com características específicas e estratégias diferentes, como o Instagram, por exemplo, que atinge um público mais jovem e tem postagens rápidas e dinâmicas.

O blog, por sua vez, ajuda no desenvolvimento e no fluxo de pessoas no site da empresa. Assuntos relacionados à especialidade do médico em questão podem ser favoráveis ao aumento no número de usuários que vão acessar a sua página.

Quer saber mais sobre marketing na área da Saúde? Clique aqui e adquira o livro/e-book Guia prático: plano de marketing para clínicas e consultórios.

Quando e como publicar?

Nos horários de pico da internet, as possibilidades de atingir seu público aumentam, como nos horários comer­ciais. Mas, clínicas com públicos jovens podem apostar em publicações noturnas. Confira algumas dicas:

  • O tipo de postagem deve refletir a clínica e o pú­blico-alvo;
  • Não se esqueça de inserir textos e links complemen­tares. Quanto mais conteúdo oferecer, há mais chances de o usuário curtir e compartilhar a sua informação;
  • Evite muitas publicações, pois um grande número de postagens tende a fazer com que suas mensagens se percam, mas também não crie grandes intervalos entre suas postagens, para evitar que seu público es­queça a sua clínica (uma boa sugestão é começar com uma vez ao dia, três vezes por semana);
  • Procure aperfeiçoar suas ações conforme as respos­tas do público e não se esqueça de manter um olho nas ações da concorrência.

Quer saber mais sobre marketing digital? Clique aqui e faça o curso Marketing digital para clínicas e consultórios.

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Marketing 4.0: estratégias para um alcance eficaz do paciente digital

No passado, as ferramentas de marketing utilizadas pelos empreendedores não levavam os desejos dos clientes em consideração. Na Medicina não era diferente, a qualidade do diagnóstico era oferecida como uma das únicas estratégias de alcance.

Com a evolução tecnológica e a disseminação de informações gerada pela internet, as relações humanas passaram por uma transformação, o que fez com que muitos profissionais entendessem que, para que fossem bem-sucedidos, também precisariam mudar seus métodos de divulgação e alinhar seus objetivos aos anseios do consumidor. Assim surgiu o Marketing 4.0, como forma de conquistar pessoas cada vez mais exigentes, por meio de estratégias on-line que aumentam as chances de sucesso na carreira.

Preparamos um infográfico que traz uma melhor compreensão do conceito de Marketing 4.0 e evidencia a importância de se atualizar em relação às novas necessidades do paciente. Confira!

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Como o Facebook pode ajudar na carreira médica

Quando falamos de rede social, a primeira que vem à cabeça de muita gente é o Facebook. Com a maior base de usuários entre todas as redes, a mídia social fundada por Mark Zuckerberg dominou a internet no início da década passada e transformou a interação entre indivíduos ao redor do mundo.

A mídia social vem evoluindo cada vez mais nesse sentido, facilitando a criação de páginas e simplificando os processos de promoção de conteúdo. Observando isso, é possível afirmar que os médicos não podem ficar fora dessa tendência mundial. Afinal, todo consultório, clínica ou hospital é um negócio e precisa ser divulgado corretamente para atrair novos clientes e aumentar os lucros.

Perfil ou página no Facebook?

Para facilitar os objetivos de cada pessoa ou empresa no Facebook, a rede segmentou as funcionalidades entre perfil e página. Coordenador de marketing da agência On Marketing Digital, Rafael Braz explica a diferença entre as duas modalidades da mídia. “O perfil é uma página pessoal, na qual o usuário define os amigos que terão em sua rede, as comunidades que participa, publica a sua rotina, seus acontecimentos de vida, entre outras informações.

A página, por sua vez, é usada pelo usuário que quer divulgar sua marca ou de terceiros, propagando conteúdos públicos com o objetivo de captar clientes para o seu negócio por meio das curtidas e envolvimento nas publicações”, elucida.

Rafael, contudo, lembra que toda página deve estar atrelada a um perfil, isto é, o primeiro passo para construir um espaço de divulgação do negócio no Facebook é a criação dessa página pessoal. “No Facebook, para você ter uma página, é necessário ter um perfil como administrador dela”, esclarece.

Além disso, o Facebook não permite que a divulgação do conteúdo profissional seja no perfil, tornando o usuário passível de punição. “O Facebook não orienta que o perfil seja usado para esse tipo de conteúdo, já que as funcionalidades para a divulgação do seu negócio serão limitadas.

Por exemplo, no perfil, não é possível criar certos posts que a página já permite, além da questão do patrocínio, que, hoje em dia, é muito recomendado a todas as páginas. Caso o Facebook identifique um perfil de empresa ativo, ele pode ser desativado”, alerta.

Relevância digital

Não há dúvidas que um bom posicionamento digital pode render frutos ao médico. No momento de marcar a consulta, o paciente busca informações diversas sobre o profissional com conhecidos e também nas redes sociais.

A importância da presença médica nas mídias digitais (Foto: Shutterstock )

Para Rafael, a presença no meio digital é fundamental na hora de escolher o especialista. “O médico não deve estar apenas no Facebook, mas também no LinkedIn, Instagram e em outras redes dedicadas à área médica, como o Doctoralia. Hoje, antes de marcarmos uma consulta, já jogamos o nome do médico no Google para saber mais sobre a avaliação dele por outros pacientes. Ou seja, não estar presente nas redes não cria, para o médico, uma relevância digital, que é importante e considerada essencial no momento de escolha do paciente”, ressalta.

Conteúdo de valor

Atrelado a tudo isso, ainda existe a necessidade de fornecer um conteúdo de qualidade para o paciente. Ele precisa identificar os valores necessários para interagir com as publicações e seguir a página em questão. Pensando nisso, Rafael exemplifica alguns modelos que podem ser utilizados pelo médico na hora de produzir temas relevantes.

“Foque em conteúdos explicativos sobre temas da área. Mostre a interação com pacientes, depoimentos, tire dúvidas comuns que costumam surgir no consultório. Dê preferência para que esses conteúdos sejam em vídeos e fotos. O usuário atualmente está ocupado demais para ler artigos e grandes textos. Precisa ser rápido e direto”, recomenda.

Avanço na carreira

Com uma equipe especializada para administrar sua página no Facebook, o angiologista e cirurgião vascular Diogo Di Battista decidiu investir no marketing digital para ampliar o alcance entre os seus pacientes. “A página no Facebook, para mim, foi uma forma de conseguir me comunicar de maneira mais ampla com meus pacientes e até futuros pacientes, lembrando sempre que as mídias sociais não substituem a consulta médica”, explica.

Apesar da equipe por trás do conteúdo da página, Diogo ajuda a planejar os temas e tudo que será publicado no espaço virtual. De acordo com ele, o atendimento dos pacientes continua sendo prioridade. “As minhas publicações são planejadas em conjunto com uma equipe, uma vez que fazer tudo sozinho me demandaria um tempo que eu prefiro passar atendendo e cuidando dos meus pacientes”, destaca.

Embora exija tempo e investimento financeiro, Diogo recomenda a todos os seus colegas de Medicina o investimento em marketing digital, especialmente no Facebook. “É uma ferramenta que, se usada com respeito e sabedoria, pode trazer retorno para o médico e paciente”, alerta.

O retorno já é notável, de acordo com o médico. Para Diogo, a rede social ajuda tanto na parte da educação do paciente quanto na conquista de novos clientes. “O Facebook me ajuda na conscientização de pacientes antigos para outros problemas na área de cirurgia vascular, assim como na procura de novos pacientes pelo meu serviço”, ressalta.

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Branding: Saiba como unir Medicina e Comunicação de forma eficiente

O mundo moderno está imerso nas tecnologias e, sobretudo, na internet. O aumento expressivo na troca de informações entre as pessoas possibilitou o surgimento de inúmeras ferramentas de comunicação, e é nesse contexto que as redes sociais tomaram forma e ganham, constantemente, um espaço significativo na rotina da sociedade. Vamos abordar então como unir Medicina e Comunicação de maneira eficiente.

E se esse cenário se torna cada vez mais real dentre as diversas áreas de atuação profissional, na área da Saúde não é diferente. Atualmente, um médico não deve apenas se preocupar em atender seus pacientes ou ser especialista em uma determinada técnica. É necessário ter um cuidado especial com a forma como ele é visto de fora das clínicas e a maneira como seu nome repercute no mercado. Eis que surge uma ferramenta fundamental para associar a Medicina e Comunicação: o branding médico.

Segundo o diretor de planejamento da agência MarketMed, Norivaldo Carneiro, branding é uma das estratégias de marketing utilizadas para construir uma percepção positiva do consumidor em relação a um produto, empresa ou pessoa e está alinhado ao posicionamento que uma determinada marca quer ter no mercado. Dentro do universo médico, esse artifício atua especificamente na relação médico-paciente e na maneira como esse profissional será entendido por quem utiliza seus serviços. “Ter sucesso na construção de seu branding significa, a um profissional médico, conquistar reconhecimento e notoriedade junto ao seu público, ter credibilidade e inspirar confiança pela simples menção de seu nome”, afirma.

O especialista ressalta, no entanto, que branding e logomarca são pontos distintos, mas que, se exercidos de forma correta, devem ser complementares. “Um logotipo ou marca gráfica é um símbolo que deve representar o branding pretendido. Em médio e longo prazo, esse desenho gráfico deve, com o branding certo, transmitir o posicionamento e a força conquistada pelo produto, serviço ou pessoa, de forma que, ao vê-lo, o consumidor o associará ao seu dono”, explica.

Conceitos fundamentais para se construir um branding eficiente

BRAND AWARENESS:

Conhecido como consciência de marca, é uma ferramenta importante para identificar quanto e como uma determinada marca é reconhecida pelo público no mercado. Tem por objetivo fazer uma marca ser notada e lembrada pelos consumidores e torná-la diferenciada dentro do mercado, diante de seus principais concorrentes.

SHARE OF MIND:

Trata-se da maneira como um determinado produto é lembrado pelos consumidores. É, em uma breve explicação, o compartilhamento de lembranças. Ou seja, é medir, por meio de pesquisas de mercado, em qual nível uma determinada marca está viva na memória do público. Quanto mais “fresca” estiver, mais recomendada será.

TOP OF MIND:

Funciona como um “potencializador” do share of mind: o objetivo é que seu produto se torne o primeiro a ser lembrado em determinadas situações. Um exemplo prático é o caso de empresas que são corriqueiramente confundidas com seus produtos genéricos (Gillette, que, na verdade, é lâmina de barbear, ou Cotonete, que, na verdade, são hastes flexíveis de algodão), devido à força de suas marcas no mercado.

No próximo post, vamos falar mais sobre Branding e Marketing Digital na gestão da carreira médica!

Tem alguma dúvida ou sugestão de como unir comunicação na medicina e marcar sua presença online com branding efetivo? Deixe um comentário!

FONTES:
Partners Comunicação Pro Business. Market share, share of mind, share of voice e share of heart: explicamos todos eles! | Acessado em: 1 abr 2019.
Rock Content Brand awareness: entenda o que é a consciência de marca e por que isso importa para a sua empresa | Acessado em: 1 abr 2019.

 

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Marketing Médico: Por que investir em Marketing Digital?

Marcio Souza, especialista em Marketing Estratégico e diretor da agência ProxyMed, constatou que a busca por serviços de Marketing Médico tem crescido não apenas entre os profissionais, mas também entre as empresas de saúde. “As clínicas buscam a diferenciação por meio do foco no que o paciente tangibiliza, adequando estrutura física ao público-alvo, levando informação relevante sobre a especialidade dentro da própria clínica, proporcionando o chamado overdelivery, que está em voga no momento, que é o atendimento extraordinário, tratar bem de forma incomum. Essas são algumas maneiras de fazer a marca da clínica ser admirada”, reitera.

Por que investir em marketing digital para atração, engajamento e fidelização?

As redes sociais são consideradas os meios de comunicação mais importantes da atualidade. Muito mais do que conectar com pessoas, elas têm a capacidade de proporcionar empoderamento aos usuários, que estão cada vez mais presentes nessas plataformas. Muitas empresas, diante disso, perceberam o quanto era importante estarem também atuantes nas redes sociais, criando uma relação de maior proximidade com seus consumidores e clientes. Seguem abaixo os dados da atividade dos brasileiros nas redes sociais:

  • Facebook: 130 milhões
  • WhtasApp: 120 milhões
  • Instragram: 57 milhões
  • Twitter: 30 milhões
 

O poder das redes sociais sobre a decisão de compra

Por conta de uma gama de facilidades que tanto a internet como as redes sociais oferecem, e por estarem cada vez mais presentes nesses meios, os usuários vêm sendo cada vez mais influenciados pela leitura de avaliações, por comentários e feedbacks publicados nessas mídias no momento de realizarem uma compra on-line de um serviço ou produto. A seguir, estão as estatísticas fornecidas por indivíduos dos países analisados:

  • Brasil: 65% dos usuários
  • Índia: 76% dos usuários
  • EUA: 38% dos usuários

Referência na área de atuação

Além disso, Souza também enfatiza a importância de se tornar uma referência dentro de sua área de atuação. Segundo ele, no mundo contemporâneo, tudo caminha para a segmentação de mercado. Em qualquer área de atuação há uma subespecialidade que corrobora com outra área. “Há e haverá cada vez mais tecnologia que permitirá o aprofundamento em determinado estudo, que tornará alguém especialista e famoso por ser o primeiro. Aí entra a referência. As pessoas não têm mais tempo, nem paciência para ficar testando. Querem saber quem é a referência em determinada área e fazem um grande esforço para serem atendidas por esses profissionais, que, além de agendas lotadas, têm em comum a gestão da sua carreira atrelada ao branding. Não é à toa que são referências em suas áreas. Portanto, ser especialista é fundamental, somos reconhecidos (até financeiramente) pela nossa raridade na área de atuação e competência técnica”, relata.