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Linkedin na Saúde: 6 dicas para se destacar nessa rede social

Atualmente, as empresas têm investido fortemente na gestão de suas mídias sociais, visando a aumentar seu alcance, o número de curtidas e o número de seguidores. Quando pensamos no âmbito da Saúde, esse cenário vem se transformando e mudando, principalmente, a relação médico-paciente. Mas de que maneira o LinkedIn se encaixa nesse contexto?

Apesar de parecer um pouco desnecessário que um médico tenha uma conta nessa rede, segundo o membro da Mayo Clinic Social Network e especialista em Mídias Sociais para Médicos, Douglas Gomides, o LinkedIn é a rede que mais cresce no Brasil, sendo muito propicia àqueles que desejam expandir seus horizontes ou se consolidar no mercado. “Estar ali é essencial para construir sua autoridade. Além disso, a mídia é uma ótima oportunidade para diversas possibilidades de parcerias de trabalho”, ressalta.

1 – O que compartilhar?

Mesmo sendo uma rede social em sua essência, a dinâmica do LinkedIn é um pouco diferente das demais. Gomides reforça que as postagens dos profissionais de Saúde devem priorizar a rotina e a prática do dia a dia, mas sem deixar de lado o aspecto humano. “O LinkedIn é um ambiente profissional. Por isso, é interessante que o médico conte sobre suas experiências ou congressos que tenha ido, por exemplo. Afinal, tudo isso é o que faz a carreira de um médico. Mas não se pode esquecer do lado humano. Essa rede pede muito isso, e a humanização aproxima as pessoas”, comenta.

2 – As conexões no LinkedIn

A fronteira entre a relação médico-paciente é tênue e, por isso, é importante que o médico saiba lidar da melhor maneira possível com quem deseja se conectar a ele. Sob essa ótica, Gomides indica: “Todos são possíveis pacientes. Mas a minha sugestão é que a rede do médico seja constituída por profissionais de Saúde e entidades relacionadas ao tema de trabalho, sobretudo no período inicial”.

3 – Escolhendo a foto de perfil

Mais do que em qualquer outra rede social, no LinkedIn, um bom perfil precisa de uma boa foto. Por isso, não cogite a possibilidade de ficar sem imagem! É crucial saber diferenciar essa mídia de outras, como o Facebook ou o Instagram. O LinkedIn foi desenvolvido para que você compartilhe informações e conteúdos profissionais. Portanto, sua foto deve ter o mesmo objetivo e passar credibilidade.

4 – Personalize sua URL

Ter um endereço (URL) personalizado permite que seu perfil apareça como uma das primeiras opções no Google, uma vez que você ganha uma assinatura mais concisa e sobe nas pesquisas. Para isso, clique em “Editar perfil público e URL” no painel de edição de perfil. Modifique o endereço para um termo que lembre seu trabalho, sua marca ou empresa ou seu
próprio nome.

5 – Invista em um bom resumo

O resumo fica no topo do seu perfil e funciona como uma “porta de entrada” para aqueles que lhe visitam. Por isso, é importante que você busque responder, em poucas linhas, sobre o que você já fez, o que você gosta de fazer e quais foram suas experiências mais importantes. Além disso, essa seção lhe oferece um espaço de 2 mil caracteres para se apresentar. É essencial que você otimize esse espaço. Uma boa estratégia para isso é seguir um pequeno roteiro, como:

  • Apresentação;
  • Interesses profissionais;
  • Área de atuação;
  • Motivações;
  • Informações para contato;

Incluir palavras-chave, que sejam referentes a sua área de atuação, pode aumentar consideravelmente as chances de o seu perfil ser encontrado ao meio de tantos profissionais.

6 – Não esqueça do seu perfil: alimente-o!

Criar um perfil, escolher uma boa foto e preencher as informações até permitem que sua página seja encontrada nas pesquisas, mas não significa que você, de fato, está no LinkedIn. Antes de se preocupar em tornar-se um perfil “campeão”, é necessário que você compreenda a essência dessa rede e quão importante é manter-se atualizado e ser um usuário ativo. Seja um curso, um simples certificado ou um prêmio, não hesite: acesse sua conta e inclua essa informação.

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Inbound Marketing: conheça as estratégias digitais para atrair, conquistar e fidelizar seus pacientes.

Para atrair e conquistar clientes, diversos segmentos vêm utilizando estratégias digitais que se diferenciam do marketing tradicional. Na área da Saúde, muitos profissionais, clínicas e laboratórios têm investido em inbound marketing. Essa estratégia pode aproximar os serviços de saúde das pessoas que procuram e precisam de assistência, promovendo esse encontro de maneira assertiva.

O inbound marketing pode ser traduzido como “marketing de atração”. Basicamente, trata-se de um conjunto de atividades de marketing não intrusivo, em que o cliente vai até a empresa, e não como comumente é observado, quando a empresa vai até o cliente. Essa estratégia integra táticas de marketing digital com o objetivo de interagir com diferentes perfis de usuários (personas) nas diversas etapas da jornada do consumidor.

Felipe Lourenço, CEO da iClinic, empresa especializada em gestão de clínicas e consultórios, explica que, por meio do inbound, é possível munir o cliente de informações conforme este se interessa pelo tema que busca. Aos poucos, a empresa passa ao público-alvo informações sobre seus serviços, mas apenas quando o cliente estiver no momento certo de compra. Conforme o especialista, é nesse momento que a empresa deve apresentar seus produtos, reduzindo a fricção com os clientes e tendo um resultado muito mais efetivo.

Segundo Marco Aurélio Marmo, consultor e sócio da WSI Marketing, empresa canadense especializada em Marketing Digital, o primeiro desafio do inbound marketing é atrair visitantes qualificados para determinado site e, em seguida, utilizar estratégias para capturar informações relevantes sobre esses visitantes, convertendo-o em lead (contato).

“A partir desse momento, com as informações extremamente valiosas obtidas, como nome, e-mail, telefone, interesses, idade, gênero etc., é possível segmentar esses contatos e nutri-los de forma significativa para auxiliá-los durante a jornada do consumidor. Essa nutrição ajudará na construção do relacionamento, credibilidade, confiança e fidelização desse usuário, conduzindo-o até o momento que ele possa se tornar paciente”, define Marmo.

Dentro desse conceito, aplica-se o SEO – abreviação de search engine optimization –, uma tática de marketing digital que tem o objetivo de atrair tráfego qualificado (visitantes) para um website por meio do posicionamento orgânico da página nas primeiras posições de resultados orgânicos do Google. Marmo reforça que essa estratégia pode ajudar o médico ou a clínica a se tornar referência no assunto para quem procura informações sobre determinada condição, sintomas, tratamentos e especialidades. Contudo, Lourenço destaca que, ao utilizar esse tipo de estratégia, os resultados não aparecerão da noite para o dia. Segundo o especialista, espera-se que a tática comece a dar resultados em, no mínimo, seis meses. Para tanto, é preciso um trabalho constante para obter resultados expressivos.

Visibilidade e fidelização

O representante da WSI afirma que o médico que investe em inbound e SEO terá a oportunidade de se aproximar de outros potenciais pacientes, construindo credibilidade e tornando-se uma referência antes mesmo que o potencial paciente tenha passado por uma consulta com esse médico. “As estratégias de inbound marketing, além de contribuírem para capturar informações de visitantes, auxiliam a manter a comunicação e a fidelizar esse potencial paciente, para que ele se torne um cliente de fato e, uma vez que esse objetivo seja alcançado, mantenha um relacionamento entre as partes, aumentando assim a fidelização do paciente”, define Marmo.

O especialista destaca outra vantagem comum entre o inbound e o SEO: ambas estratégias não são diretamente dependentes de investimentos em mídias (anúncios) para obter resultados. “Os gastos com mídia compõem uma boa parte dos investimentos de marketing e sua natureza não produz efeito residual. Isso quer dizer que o resultado é diretamente proporcional ao investimento feito em mídia. Caso deixe de investir ou reduza os investimentos por algum motivo, seus resultados cessam imediatamente”, explica.

Além do fato de ajudar a atrair mais pacientes de uma forma mais barata, Lourenço destaca que o inbound tem impacto na satisfação dos clientes. “O conteúdo de qualidade, que realmente ajuda o paciente a sanar suas dúvidas, é primordial para essa percepção de qualidade, pois se soma a toda a experiência que ele tem com o profissional. Essa percepção mais elevada ajuda o médico a se destacar no mercado, pois um paciente satisfeito recomenda o serviço a amigos e a familiares”, determina o representante da iClinic.

Outro ponto fundamental nessa relação é a fidelização, pois nem sempre o paciente satisfeito será fidelizado aos serviços do médico. Para que o paciente retorne ao consultório com certa frequência, é preciso que ele se lembre dos serviços prestados pelo médico. Lourenço define que, nesse processo, é preciso criar um “gatilho”, ou seja, algum acontecimento que faça o profissional surgir na mente do paciente. “Isso pode envolver, por exemplo, criação de uma newsletter, em que os pacientes possam se inscrever para receber atualizações de conteúdo do médico. Sempre que o profissional envia esse artigo, ele se faz presente para os pacientes, aumentando as chances de retorno dos mesmos para novas consultas”, explica.

Ética e conduta profissional dentro do Inbound Marketing

Ao abordar a publicidade médica em redes sociais, é importante destacar que, por mais que seja permitida, ela deve ter caráter educativo, levando informações, orientações e esclarecimentos quando relacionada à saúde e a assuntos médicos. As resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) para a comunicação, a publicidade, a propaganda e a conduta dos médicos nas redes sociais definem o que deve o que o não deve ser feito pelos profissionais em matéria de propaganda e marketing.

Alguns objetivos das normas são impedir o sensacionalismo, a autopromoção, a mercantilização do ato médico, os abusos em publicidade, as selfies, as imagens e os áudios que exponham o ambiente de trabalho e o paciente e a publicações do “antes e depois” de procedimentos. As punições servem para todas as infrações médicas, incluindo a má prática ética nas redes sociais, indo de advertência e censura confidencial ou pública, até a cassação do direito de exercer a Medicina.

De acordo com Sérgio Palma, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a quebra do sigilo médico – expondo a identidade do paciente em mídias sociais, mesmo com o consentimento do mesmo – pode ser definida como uma das práticas mais condenáveis nas redes sociais. O dermatologista acrescenta, ainda, que o médico não pode prescrever sem uma consulta médica presencial. “O profissional pode realizar orientações simples iniciais ao paciente por canais de mídia privada, mas sempre com a recomendação que compareça brevemente à consulta presencial, para a realização da anamnese e do exame físico necessários ao bom diagnóstico e conduta terapêutica apropriada”, sustenta.

As resoluções do CFM

As regras para a comunicação, propaganda e marketing, bem como os parâmetros de conduta nas redes sociais, são estabelecidas por meio de três resoluções:

SBD e as redes sociais

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apoia o uso responsável das redes sociais e tem preocupação em orientar os médicos sobre como se posicionar no ambiente virtual. Por isso, a entidade lançou o Guia de boas práticas nas redes sociais, que contém, além das principais recomendações e normas do CFM, um glossário de termos, dicas de como aproveitar as redes sociais, orientações para a criação e manutenção de perfis e direcionamento de denúncias.

Por meio de dicas para aproveitar com bom senso as redes sociais, o guia da SBD também aborda os seguintes tópicos:

  • Perfil pessoal versus profissional;
  • Confiança e respeito na relação médico-paciente;
  • Cuidados com troca de informações, compartilhamento de conteúdo e discussões;
  • Prudência, boa postura e linguagem adequada nas redes sociais;
  • Uso de imagem dos pacientes e terceiros.

A Jornada do Cliente dentro do Inbound Marketing

Entenda como funciona a jornada do cliente com o uso do inbound marketing. Clique na imagem para vê-la maior.

Jornada do Paciente - Inbound Marketing
 
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Saúde no Youtube

Com a evolução das plataformas digitais, ferramentas na internet possibilitam um contato maior entre as pessoas. Para o médico, um leque de oportunidades se abre, podendo o meio digital ser uma forma de divulgar seu conhecimento e expandir a promoção da Saúde. Seguindo um fenômeno do século XXI, o site YouTube, cresce o número de médicos que assumem uma segunda função, a de youtuber.

O youtuber é um comunicador que utiliza essa plataforma para ter acesso à casa das pessoas, expor ideias e conversar com os espectadores. Entre os jovens a moda já é mania, existindo, atualmente, as chamadas web celebrities. Entre os médicos, o meio está em popularização. O famoso e conceituado Drauzio Varella é um comunicador na área da Saúde conhecido pelo grande público que já se rendeu ao site. Seu canal possui mais de 500 mil inscritos e divulga vídeos às segundas e quintas-feiras, explicando conceitos médicos ao público leigo e propagando a educação do paciente. (https://youtu.be/r9rGLaQ03Qs)

Segundo Bruno Garcia, o professor de Marketing e Negócios no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec) e mestre em Administração, o digital pode ser uma excelente ferramenta para a criação de valor para a relação médico-paciente. “O médico pode, como exemplo, gravar vídeos para o YouTube explicando os casos que mais atende ou peculiaridades da área atuante, ou seja, atender ao interesse do público-paciente que tem. Isso ajuda a reforçar a credibilidade e o posicionamento do profissional, além de conscientizar seu paciente. Melhor do que uma pesquisa no Google, que não tem confiabilidade, essa é uma forma de levar a informação qualificada, trabalhar sua reputação e seu relacionamento e gerar valor para o paciente”, define.

Levando informação para o paciente

O pediatra e homeopata Moises Chencinski lançou seu primeiro site em 2006, no qual postava os diferentes textos que escrevia para entregar aos pais de seus pacientes, sanando dúvidas sobre a primeira infância. Com o respaldo de uma assessoria, passou a ser chamado para dar entrevistas em meios de comunicação tradicional e, alguns anos mais tarde, migrou para a comunicação por meio do Youtube. (https://youtu.be/8mcFk777lmY)

“É preciso entender a dinâmica do site, que costuma dar maior visibilidade a vídeos curtos. A ideia principal é fugir da aula, encontrar sua própria linguagem. Eu falo de um jeito que tem uma característica marcante. Se você lê o que eu escrevo, vem a uma consulta, me ouve no rádio ou me assiste pelo YouTube, vai perceber que sou a mesma pessoa em todos os meios, não sou um personagem”, explica.

A linguagem simples e clara é utilizada para sanar dúvidas e questões dos pacientes, que encontram no vídeo um meio rápido de conseguir a informação de que precisam. “É um modo que eu tenho de passar uma informação atualizada, de forma simples e ética, e que, por vezes, atinge aquelas pessoas que não têm acesso a um médico pediatra”, declara.

Uma forte possibilidade, ao se expor no YouTube, é a angariação de novos “pacientes”, que, tomados por alguma dúvida, sentimento de identificação ou agradecimento, desejam comunicar-se com o médico que veem pela tela do computador.

Chencinski afirma receber cerca de 2.500 perguntas por mês de pacientes e não pacientes. O pediatra aproveita os intervalos na agenda no consultório e se mantém disponível, durante todos os dias da semana, para sanar as dúvidas de quem o procura. “Minha intenção é sempre a de orientar e não de substituir a consulta. Já recebi mensagens de brasileiros que residem nos mais variados lugares do país, e também no exterior, e faço questão de responder a todos eles. Essa parte da comunicação, para mim, como médico, é realmente gratificante”, conta.

Com o objetivo principal de servir informação, acolhimento e apoio, Chenchinski explica que seus vídeos têm origem nas dúvidas que encontra em seu consultório e em sua caixa de mensagens eletrônica. O pediatra relata que tenta entender a limitação de quem o assiste, buscando sempre explicar e informar da maneira mais simples e embasado pelas fontes com maior credibilidade e confiabilidade, como as instituições sérias na área da Saúde.

Reportagem por Bruno Bernardino