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Lições da Apple para a gestão médica

Steve Jobs também era muito apaixonado pelo que fazia, na mesma proporção que seu nível de exigência. Na época em que esteve à frente da Apple, a corporação funcionava quase como um regime militar, com funções muito bem definidas, pouca tolerância a erros e a exigência da maior discrição possível (e impossível) sobre seus próximos projetos. Para conseguir seu pôr em prática seu intento, Jobs fazia duas reuniões semanais.

Uma às segundas-feiras, para discutia projetos importantes, e outra às quartas-feiras, para lidar com sua equipe de marketing e comunicação. Todos os que participavam dessas conversas saíam das reuniões com uma lista de tarefas e, ao lado de cada atribuição, eram discriminadas as responsabilidades individuais de cada funcionário.

Seria esse controle obsessivo algo prejudicial para o médico que empreende? Não necessariamente. Mas é preciso, contudo, desempenhar a função plenamente, com o máximo de atenção possível. “Quem controla tem que controlar de verdade, sobretudo quando falamos em escolha de fornecedores.

Tenho um colega médico que contratou uma agência de comunicação para fazer um busdoor. Só que a empresa não executou o serviço corretamente, utilizando palavras difíceis de entender. É preciso ter muito conhecimento para montar uma interface com outros profissionais, sejam eles fornecedores ou da própria equipe. Só assim é possível exercer o controle”, acredita D’Aguiar. O grande mérito da Apple é ter a habilidade de dar aos clientes o que eles querem, antes mesmo de saberem que desejam. Isso é o resultado da visão criativa da empresa, aliada a práticas eficazes de gestão. Um exemplo simples – mas bem eficiente – é a receita impressa.

“Os geriatras já partiram para esta ‘inovação’, e costumam fornecer receitas com letras grandes para ajudar não só a leitura do idoso, mas também a do farmacêutico”, exemplifica o médico do trabalho. E você? Já pensou por onde começar? Lembre-se de que não há progresso sem mudança e, o mais importante, não tenha medo dos desafios.

Esse post faz parte da série “Gestão em saúde: Google, Microsoft e Apple“.  Fique atento para acompanhar mais lições destas grandes marcas para as áreas médicas

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Os segredos de Steve Jobs e o que eles têm a ver com você

Steve Jobs, o fundador da Apple, seguia à risca oito regras – que, hoje, são consideradas o segredo do seu sucesso. Para Ernesto Bedrikow, coordenador do Software Process Improvement Networking (SPIN) e professor da Faculdade Sumaré, muito do que o “rei dos gadgets” dizia serve para a sua vida. Inspire-se nestes valores:

1 – MOSTRE SUA PAIXÃO

Se você não for apaixonado por sua ideia, ninguém mais será. Jobs acreditava no que dizia, o que é mais importante. “É uma questão de lógica. Mas é preciso ir além e focar a motivação, para depois buscar uma estabilização”.

2 – FOCO EM VALORIZAR O SERVIÇO

Para um empreendedor, não há sentimento mais nobre do que melhorar a qualidade de vida das pessoas – ainda mais quando tratamos de um empreendimento médico. “Cito como exemplo um projeto no qual trabalho. Uma clínica decidiu oferecer tablets para o alerta de senhas. Em vez de avisos ruidosos, cada paciente recebe um gadget, e este possibilita não só visualizar a senha com tranquilidade, como informa a sala em que o paciente será atendido, além de dar acesso a sites e redes sociais. A ideia da clínica é assegurar a tranquilidade no atendimento, além de fidelizar o paciente, através do entretenimento”.

3- DESAFIE SEU TIME

Jobs podia ser autoritário, mas exigia de seus funcionários o suficiente para impulsionar seu crescimento. Aqui, vale a máxima da clareza e a importância de saber comunicar exatamente o que se deseja. “O verdadeiro desafio é seguir o que foi planejado. Seja criativo – só assim a sua estratégia será bem implementada”.

4 – MANTENHA TODO MUNDO NO CAMINHO

Empenhe-se ao máximo para nunca perder a noção do que é o mais importante. “É preciso trabalhar seguindo uma visão de conformidade, confiabilidade e competência. Sem foco, você acaba sendo muito diverso”.

5 – DEFINA AS PRIORIDADES CORRETAS

Se você souber e conseguir explicar o que é imprescindível, sua equipe o seguirá sem contestações. “Para definir um modelo, sugiro o uso da Matriz GUT, uma ferramenta muito usada pelas organizações para priorizar quais problemas devem ser solucionados, de acordo com sua gravidade, urgência e tendência. A grande vantagem da utilização desse recurso é o consenso. Seguindo esse fluxo e dando o tratamento correto aos riscos, fica mais fácil gerir os processos”.

6 – SAIBA INTERROMPER

Existe o momento em que é preciso ser objetivo. Seja um ouvinte paciente, mas saiba a hora certa de intervir – assim, economizará muito tempo e recursos. “Se você optar por esta estratégia, saiba que precisará ter muito tato e sensibilidade para saber os limites dos mapas mentais das pessoas”.

7 -APRENDA COM O PASSADO

“Esse, sem dúvida, é o maior ensinamento de Steve Jobs. Aproveitar os movimentos e as estratégias corretas é o ideal para canalizar a produtividade”.

8- FOCO NO POSITIVO

Sempre haverá muito o que fazer, mas lembre-se de olhar para trás, para o que já realizou – isso pode ser a motivação que você precisa para seguir em frente. “Para quem tem um negócio já consolidado e precisa melhorar sua representatividade no mercado, sugiro o uso da Matriz Fofa (Força, Oportunidade, Fraqueza e Ameaça), cuja finalidade é detectar os pontos fortes e fracos de uma organização para torná-la mais eficiente e competitiva, corrigindo, assim, suas deficiências. Mais uma vez, insisto que estamos inseridos em um cenário que requer muito planejamento”.

Texto por Bruno Bernardino