Qual especialidade escolher, eis a questão

A escolha da especialidade é de suma importância para o desenvolvimento da carreira médica. Por isso, separamos algumas dicas para lhe ajudar a tomar essa decisão com mais confiança

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Diversos jovens ingressam na faculdade de Medicina já sabendo qual especialidade pretendem seguir. Entretanto, para alguns estudantes, escolher a especialidade pode ser um grande desafio para o início da carreira médica.

Essa é uma etapa importante no processo da formação profissional, e, ao considerar qual especialidade atenderá mais aos seus interesses, é preciso pesquisar os fatores que irão impactar sua função em cada área da Medicina.

No momento da decisão, há uma série de dúvidas comuns que pairam na cabeça dos médicos, como: por onde começo? Como pesquisar? O que devo levar em consideração para tomar essa decisão?

E, para lhe ajudar a decidir, listamos a seguir algumas dicas e critérios que devem ser considerados para a escolha de uma especialidade. Além disso, abordaremos os benefícios da escolha da especialidade certa para a melhora da relação médico-paciente. Confira!

1- Identifique seus pontos fortes

A primeira pergunta que o médico deve se fazer para escolher uma especialidade é: que tipo de trabalho eu mais me identifico?

Por exemplo, radiologistas realizam exames e procedimentos minimamente invasivos, guiados por imagem, enquanto os pediatras e profissionais de Medicina da Família e Comunidade, por exemplo, interagem diretamente com os pacientes em ambientes clínicos.

Ao longo da faculdade e do internato, você fará cursos que podem lhe ajudar a compreender suas qualidades e habilidades. Portanto, antes de escolher uma especialidade, é preciso que você identifique quais são as suas.

Em resumo, coloque na balança alguns questionamentos como: prefiro trabalhar com foco em atenção primária, ajudando meus pacientes a ter estilos de vida mais saudáveis? Ou o meu ponto forte é a pesquisa, com grande atenção aos detalhes e a capacidade de concentração nos aspectos técnicos da profissão?

Por isso, pense bem no tipo de trabalho que você deseja ter para tomar a melhor decisão.

2- Observe o mercado

Avaliar o cenário da Medicina nacional pode ser um passo inicial para escolher a especialidade. Algumas especialidades são fortes no serviço público, outras na medicina privada, e há ainda a análise sobre onde (cidade ou estado) se deseja atuar.

De acordo com a Demografia Médica 2020, quatro especialidades concentram quase 40% dos médicos especialistas do país: Clínica Médica (11,3% do total de especialistas), Pediatria (10,1%), Cirurgia Geral (8,9%) e Ginecologia e Obstetrícia (7,7%).

Além disso, a região Sudeste continua abrigando a maior quantidade de especialistas, reunindo mais de 170 mil médicos, com 93 mil apenas em São Paulo.

A partir desses dados, é possível concluir quais regiões estão mais ou menos saturadas e fazer um panorama das especialidades para escolher a sua.

3- Explore suas opções durante o internato

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), “o internato é o último ciclo do curso de graduação em Medicina, livre de disciplinas acadêmicas, durante o qual o estudante deve receber treinamento intensivo, contínuo, sob supervisão docente, em instituição de saúde vinculada, ou não, à escola médica”.

Na prática, esse período caracteriza-se como uma fase de transição entre a condição de estudante e a de médico, logo, seu internato pode ser a oportunidade perfeita de explorar as diferentes especialidades.

4- Procure um mentor

Ao identificar as áreas que mais lhe interessam, procure alguém que possa orientá-lo. Ter um mentor na especialidade que você está interessado em seguir pode lhe dar um novo insight sobre o que o trabalho realmente envolve. As faculdades de Medicina geralmente oferecem oportunidades de mentoria para alunos do primeiro e do segundo ano, por isso, verifique se a sua instituição disponibiliza esse tipo de auxílio.

5- Conheça as ligas acadêmicas

Atualmente, além da grade curricular formal dos cursos de graduação, o universitário pode complementar a sua formação (e consequentemente começar a planejar seu plano de carreira) por meio das chamadas ligas acadêmicas.

As ligas desempenham um papel fundamental na formação profissional do jovem médico. Suas atividades são baseadas em ensino, pesquisa e extensão, incluindo aulas teóricas, discussão de casos clínicos, seminários, minicursos e atividades práticas, como o acompanhamento de ambulatórios e outros serviços. Dessa forma, a convivência e a prática do dia a dia podem contribuir na escolha da futura especialidade desses alunos.

6- Participe de congressos médicos

Conforme falamos no tópico anterior, não é só de atividades acadêmicas que o médico é formado. Parte essencial da vida de um estudante universitário está fora da sala de aula e das bibliotecas. Existem várias atividades que você pode realizar para efetivamente aproveitar ao máximo um curso de graduação e que vão ajudar a escolher uma especialidade, como participar de congressos, simpósios e seminários.

Os congressos médicos são encontros que contam com palestras, apresentação de trabalhos e workshops. Participar desses eventos podem lhe proporcionar diversos benefícios, como certificados de participação, aproximação com profissionais de diversas áreas (o chamado networking), atualização de conteúdo e boas discussões com diferentes pontos de vista. Portanto, toda essa vivência pode ajudar você a descobrir com qual especialidade você tem mais afinidade.

 

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